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Mirante27/11/2019 | 13h21Atualizada em 27/11/2019 | 13h21

Falta de tempo de freis tenta dar mais prazo para prefeito de Caxias depor no processo de impeachment

Depoimentos começaram na terça-feira

Falta de tempo de freis tenta dar mais prazo para prefeito de Caxias depor no processo de impeachment Porthus Junior/Agencia RBS
Secretários Mirangela e Joelmir antes de prestarem seus depoimentos em defesa de Daniel Guerra Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

 O que chamou atenção na oitiva do processo de impeachment do prefeito Daniel Guerra (Republicanos), realizada nesta terça-feira (26) pela Comissão Processante da Câmara de Vereadores, foi a justificativa dos freis capuchinhos Jaime Bettega e Nilmar Carlos Gatto. Ambos foram arrolados pelo prefeito como testemunhas de defesa. 

Os defensores de Guerra querem prestar o depoimento na véspera do encerramento do ano legislativo ou depois. Assim, dão mais prazo para o prefeito, já que ele deve ser o último a ser ouvido. A oposição quer encerrar a questão ainda em 2019, evitando adentrar o ano eleitoral. A última sessão ordinária da Câmara de Vereadores será em 12 de dezembro.

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Frei Jaime, que foi coordenador de transição da FAS pelo então prefeito eleito Guerra em 2016, disse que só pode comparecer nos dias 10 ou 11 de dezembro. Frei Nilmar, por sua vez, estará à disposição a partir de 21 de dezembro. A falta de tempo serviu de estratégia para a procuradora-geral do município Cássia Kuhn, que faz a defesa de Guerra.  

Ela solicitou que "visando garantir a ampla defesa do chefe do Executivo e que o interrogatório do denunciado deve ser o último ato da instrução", os depoimentos ficassem nas datas estipuladas pelos freis. Como foi rejeitado pela comissão, que apresentou a data de 29 de novembro como opção aos freis, Cássia já adiantou que a não oitiva das testemunhas é cerceamento de defesa e que ingressará na Justiça.

O presidente da comissão, Alceu Thomé (PTB), teve uma atuação fraca. Não se fez entender na pergunta ao secretário da Cultura, Joelmir da Silva Neto, sobre o Estatuto das Cidades. 

:: Joelmir defendeu que levar a Parada Livre para o Centro Municipal de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho, longe da área central, era para dar visibilidade ao espaço. Argumento ruim, considerando as dificuldades impostas pelo governo, que foi à Justiça para que a "sugestão", como disse o secretário, predominasse. Sobre a bênção não ocorrer na Dante, insistiu com a justificativa que não convence de que poderia haver os festejos de Natal no local e frustraria as expectativas.

:: A secretária de Urbanismo, Mirangela Rossi, disse que nem sempre ela, como secretária, fica sabendo de todos os processos protocolados e solicitados eventos. Disse que nem tinha conhecimento do processo da bênção dos freis. Interessante.

:: Mirangela se referiu ao Centro de Cultura Ordovás como "museu" Ordovás.

:: A secretária repetiu a desculpa da chamada requalificação da reforma da praça como um possível impeditivo para a bênção dos freis e a Parada Livre.

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