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Mirante19/10/2019 | 07h00Atualizada em 19/10/2019 | 08h50

PSL de Caxias aguarda desfecho da crise partidária

Racha pelo comando da legenda traz à tona divergências 

PSL de Caxias aguarda desfecho da crise partidária Antonio Cruz/Agência Brasil/Divulgação
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil/Divulgação

Com a crise que se instalou no PSL nacional, o partido em Caxias do Sul aguarda posicionamento da executiva estadual. Está prevista reunião na próxima semana em Porto Alegre. O presidente da sigla, Renato Toigo, garante que em Caxias o PSL está unido. 

As divergências partidárias ocorrem entre os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro e do presidente do PSL nacional, Luciano Bivar (PE). Os últimos e mais expressivos rounds são: a declaração do líder do partido na Câmara, deputado Delegado Waldir (GO), que chamou Bolsonaro de vagabundo em uma gravação que foi vazada; a destituição da deputada Joice Hasselmann (SP) do cargo de líder do governo no Congresso; e a suspensão, nesta sexta, de cinco deputados federais bolsonaristas. 

Toigo avalia que muitos dos episódios que estão ocorrendo são por falta de experiência política dos eleitos do partido.

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Ele acredita que Bolsonaro não sairá do PSL.

— A briga é pelo dinheiro que o PSL tem (fundo partidário) e vai levar tempo para recuperar a imagem do partido — avalia.

O presidente da sigla em Caxias diz que para ir para outro partido, Bolsonaro terá que fazer negociações, e que ele não é adepto ao "toma-lá-dá-cá".

:: De qualquer forma, os encaminhamentos para a eleição municipal estão em andamento. Neste sábado, às 10h, o partido em Caxias promove palestra sobre estratégias e legislação eleitoral, com o advogado especialista em Direito Eleitoral e Direito do Trabalho, João Henrique Ramos. Será na Rua Sinimbu 850, sala 1. A crise partidária não está prevista na pauta, mas nos bastidores será inevitável.

"É uma grande honra"

Deputado federal Bibo Nunes (PSL/RS) tem projeto de lei (PL 4074/19) que dispõe sobre a forma e apresentação dos símbolos nacionais, para permitir o uso respeitoso da bandeira nacional em vestimentas e acessórios.
Deputado federal Bibo Nunes foi suspenso do partidoFoto: Bruno Peres / Divulgação

Um dos suspensos do PSL é o deputado federal gaúcho Bibo Nunes. Ele fez 3.086 votos em Caxias do Sul e tem assessor na cidade.

O deputado gravou um vídeo, que postou em suas redes sociais. Afirma que para ele é "uma grande honra" ser suspenso do PSL.

"O PSL para mim já acabou. É um partido que não representa nada, nada do que nós seguidores do Bolsonaro e o próprio Bolsonaro prega".

Ele diz que "é um partido dinheirista, um partido que não respeita seus deputados, um partido que não tem transparência, um partido que fez um estatuto em janeiro não convidando ninguém, aonde o presidente se torna um ser onipotente".

No vídeo, Bibo prossegue falando que espera que tenham a hombridade de o expulsar.

"Nós não estamos preocupados com dinheiro, nós estamos lutando é por uma causa. [...] Se você é Bolsonaro, está com a gente, fique tranquilo, seguirá junto conosco. Agora, quem é daquele PSL que somos contra, fique lá, fique lá".

Retrato em nota falsa

Nesta sexta-feira, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) postou em suas redes sociais foto de uma nota de R$ 3 com o rosto da deputada Joice Hasselmann (PSL-SP). No dia anterior, ela foi destituída do cargo de líder do governo no Congresso. 

Postagem do deputado federal e filho do presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, com o rosto da deputada Joice  Hasselmann em nota de R$ 3
Foto: Facebook / Reprodução

A deputada assinou a lista de apoio à manutenção do deputado Delegado Waldir na liderança do partido na Câmara dos Deputados, contrariando o governo. Eduardo perdeu a indicação para ser o líder.

Ele escreveu na postagem da foto de R$ 3 que "estão todos trabalhando contra o cara que os elegeu", referindo-se à Joice e Waldir.

"Se não precisavam de Bolsonaro por que se filiaram ao partido dele na eleição?"

Joice, por sua vez, reproduziu a foto da cédula em suas redes sociais e fez uma grave declaração. Disse que era mais um presentinho da "milícia digital" para ela.

"Não tenho medo da milícia, nem de robôs! Meus seguidores são de verdade, orgânicos. E não se esqueçam que eu sei quem vocês são e o que fizeram no verão passado", revidou a ex-líder.

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