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Mirante11/10/2019 | 08h15Atualizada em 11/10/2019 | 09h09

Os reflexos da votação que admitiu o processo de impeachment do prefeito Daniel Guerra

Resultado expôs várias situações políticas envolvendo os vereadores

Os reflexos da votação que admitiu o processo de impeachment do prefeito Daniel Guerra Lucas Amorelli/Agencia RBS
Sessão que acolheu a denúncia traz desdobramentos políticos entre vereadores Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

A votação na Câmara de Vereadores, que aprovou a abertura do processo de impeachment do prefeito de Caxias do Sul, Daniel Guerra (Republicanos), na terça-feira, traz várias situações políticas que merecem um olhar diferenciado. Nas bancadas de oposição, com mais de um vereador, apenas a do PSB está afinada em relação ao processo.

Outro ponto foram os votos divergentes dos prováveis companheiros de chapa nas eleições municipais de 2020, Adiló Didomenico (PTB) e Paula Ioris (PSDB). Ele foi contra e ela a favor da abertura do processo. Paula acabou se tornando a relatora da Comissão Processante. Se o parecer da relatora levado ao plenário for pelo impeachment, como votará Adiló? 

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Um voto que virou motivo de críticas dos oposicionistas foi o do vereador Renato Oliveira (PCdoB). Ele foi contra e surpreendeu por ser o presidente da Comissão de Saúde da Câmara. Dos quatro itens do pedido de impeachment, dois são sobre esta área (fechamento do Postão 24 Horas para reformas, ignorando o Conselho Municipal de Saúde, e irregularidades na licitação para a gestão compartilhada da futura UPA). Nos bastidores, o comentário é que está ameaçada a permanência de Oliveira à frente da comissão no próximo ano. 

Nesta quinta-feira (10), o presidente do PCdoB, Paulo Freitas, garantiu que o vereador seguiu orientação partidária. Freitas justificou que quem ofereceu a denúncia não tem certeza dos crimes — consta no documento que é "em tese" ilegal e inconstitucional. O presidente do PCdoB acrescenta ainda que "a soberania do voto popular tem que ser extremamente preservada".

Há ainda o relacionamento do prefeito com alguns vereadores, agora que o chefe do Executivo está em nova situação de dificuldade na permanência do mandato. Quando houve o outro processo de impeachment, arquivado em abril de 2018, conversas de vereadores com o prefeito geraram mal-estar. Alguns parlamentares deram explicações em plenário. Naturalmente não faltam especulações quanto à reedição desses encontros.

PARTIDOS

O PDT, do ex-prefeito Alceu Barbosa Velho, alvo direto do atual governo, fez três votos pela admissibilidade (Rafael Bueno, Velocino Uez e Ricardo Daneluz) e um contra (Gustavo Toigo). O mesmo ocorreu no MDB, do ex-governador José Ivo Sartori. Edson da Rosa foi contra, enquanto Paulo Périco, Gladis Frizzo e Felipe Gremelmaier foram favoráveis ao acolhimento do processo. 

No PT, Denise Pessôa foi a favor e Rodrigo Beltrão foi contra (esse, porém, já anunciou que está de saída do partido). No PTB, Adiló foi contra; Alceu Thomé a favor; e Flavio Cassina, presidente da Câmara, só votaria em caso de empate.

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