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Mirante12/10/2019 | 10h15Atualizada em 12/10/2019 | 10h15

O pensamento do Governo Guerra sobre a imprensa

Prefeitura se comunica apenas por e-mail

O pensamento do Governo Guerra sobre a imprensa Antonio Valiente/Agencia RBS
Secretário da Saúde e presidente do Republicanos, Júlio Freitas, prefeito Daniel Guerra e o chefe de Gabinete, Chico Guerra Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS

A imprensa é importante quando convém. Esse é o entendimento que se tem das declarações do secretário municipal da Saúde e presidente do Republicanos, partido do prefeito Daniel Guerra, Júlio César Freitas da Rosa. Em entrevista ao Pioneiro, ele falou sobre como a administração vê a imprensa. Deixa subentendido o controle, para que sejam evitados questionamentos (réplicas) que confrontem o governo. Em outras palavras, o que o governo quer é um órgão oficial.

Em março, foi a última vez que o prefeito concedeu entrevista coletiva convocada pelo governo. Depois, falou algumas poucas vezes em solenidades. O governo de Caxias adotou como procedimento apenas se manifestar por e-mail, seja para responder questionamentos ou para contrapor alguma informação. Assim, responde o que quer, quando quer, sem contestação, cerceando a liberdade de imprensa.

Quando Guerra era vereador e forte opositor, estava sempre disponível para se posicionar e responder às perguntas da imprensa.

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Júlio Freitas é figura forte dentro do governo e é o personagem da entrevista de 2ª do Pioneiro. Ele mesmo se ampara em publicações da imprensa local para apontar problemas em governos anteriores.

– Não vejo que há dificuldade de comunicação. O que verificamos às vezes é que o que colocamos como nosso contraponto não sai da forma que nós falamos. Nós entendemos que quando se tem informação correta e argumentos sólidos, dar entrevista é oportunidade de esclarecer à população. Agora, quando a gente tem determinados veículos e profissionais que aquilo que tu diz não sai ou é distorcido, se perde a credibilidade – justifica o secretário. 

Perguntado se toda a imprensa desagrada, diz que não e que ela tem de fazer o seu papel.

– Presta papel fundamental para a sociedade, de levar a informação e o esclarecimento, mas quando nos manifestamos por nota, não há espaço para dupla interpretação. 

(Com Mateus Frazão)

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