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Mirante08/10/2019 | 21h30Atualizada em 08/10/2019 | 21h41

A sorte está lançada para o prefeito Daniel Guerra

Pela segunda vez, Câmara de Vereadores dará andamento a um processo de impeachment 

A sorte está lançada para o prefeito Daniel Guerra Lucas Amorelli/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Pouco mais de um mês desde a votação do sexto pedido de impeachment do prefeito Daniel Guerra (Republicanos), o placar se inverteu. A denúncia protocolada pelo ex-vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu foi acolhida por 14 votos a oito. Nesta terça-feira (8), antes de entrar em votação, o vereador Elói Frizzo (PSB) contabilizava que haveria os votos necessários para o acolhimento da denúncia. A sorte está lançada para Guerra.

São necessários 16 votos para a aprovação de um eventual parecer favorável ao impeachment, ou seja, dois votos a mais. É claro que desde que nenhum dos 14 retroceda — o que pode acontecer. É imprescindível que as denúncias sejam apuradas com seriedade, verificando se existe sim possibilidade de cassação, com todo o direito de defesa. 

Também é preciso avaliar os desdobramentos para a cidade diante de uma cassação do prefeito. Mas é preciso ser realista: depois de um processo de impeachment frustrado em 2018, os vereadores não iriam se aventurar em abrir um outro se estivesse fadado ao fracasso. 

É da política.

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 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 08/10/2019A Câmara de Vereadores aprovou por maioria o sétimo pedido de impeachment contra o prefeito de Caxias do Sul, Daniel Guerra (Republicanos). Quatorze parlamentares votaram pelo acolhimento da denúncia e oito se posicionaram contra a admissibilidade. Com o acolhimento, uma Comissão Processante, composta por três vereadores, dará prosseguimento à análise.Pela terceira vez, o documento foi assinado ex-vice-prefeito de Caxias, Ricardo Fabris de Abreu. Na denúncia, o autor apresentou quatro principais itens como motivação pelo pedido afastamento do prefeito. Entre eles, a não cedência da Praça Dante Alighieri e arredores para realização da benção dos freis Capuchinhos e a Parada Livre e supostas irregularidades na decisão de fechamento do Pronto-Atendimento 24 Horas sem oitiva do Conselho Municipal de Saúde. Também contestava o chamamento público para a empresa administradora da unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Central.  Edio Elói Frizzo PSB / Felipe Gremelmaier MDB / Rafael Bueno  PDT(Lucas Amorelli/Agência RBS)
Oposicionistas não esconderam alegria com o resultadoFoto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

A rejeição popular do prefeito se acentuou nos último tempos, especialmente devido a medidas como o veto à bênção dos freis capuchinhos na Praça Dante Alighieri e à ação do Centro de Valorização à Vida de combate ao suicídio. Politicamente, essas situações se somaram à estratégia desastrada de entrar com pedido de impeachment do vereador Alceu Thomé (PTB), protocolado pelo apoiador de Guerra, o presidente da Amob Belvedere, Alaor Corrêa Barbosa. E assim confirmou-se o que se imaginava. Foram impulsionados os votos a favor do acolhimento da denúncia. Eram poucos os apoiadores do prefeito no plenário.

Guerra não dimensionou o que poderia acontecer e rumou para São Paulo (a diária conta desde domingo, 6). Nesta quarta-feira (9) irá a Brasília para acompanhar novo julgamento do Caso Magnabosco, em seguida embarca para a Bahia, sempre acompanhado do irmão e chefe de Gabinete, Chico Guerra (Republicanos).

Sobrou para o líder de Governo, Renato Nunes (PR), a articulação para tentar impedir que o pedido fosse acolhido. 

— Não há crime, não há motivos para nós votarmos pela admissibilidade — defendeu.

Não funcionou.

Aliás, antes da votação, ele até garantiu que não tinha nada a ver com o pedido de impeachment de Thomé e que votaria contra.

A maior surpresa na votação ficou por conta de Arlindo Bandeira (PP), a favor da admissibilidade. Ele tinha proximidade com o governo. Edi Carlos Pereira de Souza (PSB), que em outros tempos posava ao lado dos governistas, seguiu com sua bancada e também foi a favor do acolhimento da denúncia. 

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