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Mirante26/09/2019 | 07h30Atualizada em 26/09/2019 | 08h13

Desaba argumento da prefeitura de Caxias para impedir eventos na Praça Dante Alighieri

Secretária de Urbanismo havia afirmado que autorização para atividades aguardava decisão judicial sobre a reforma

Desaba argumento da prefeitura de Caxias para impedir eventos na Praça Dante Alighieri Porthus Junior/Agencia RBS
Bênção dos freis capuchinhos foi vetada pelo Governo Daniel Guerra Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Um dia depois de a prefeitura dizer que aguarda decisão judicial sobre o projeto de requalificação da Praça Dante Alighieri e por isso não autorizou a realização de eventos na Praça Dante Alighieri, saiu a decisão da Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado. Por unanimidade, os desembargadores negaram o recurso, por meio de agravo de instrumento, impetrado pelo município de Caxias do Sul e pelo prefeito Daniel Guerra. 

Além de a prefeitura amargar a derrota na reforma da praça, o desfecho da decisão é constrangedor. Consta que trata-se apenas de um "esboço do projeto, não traduzindo o projeto em si, de modo que pende fundada dúvida a respeito da profundidade da 'modificação', que será realizada no quadro paisagístico, histórico e arquitetônico da Praça Dante Alighieri e que o Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de Caxias do Sul não tem conhecimento do conteúdo do projeto".

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A secretária municipal do Urbanismo, Mirangela Rossi, havia dito que se a decisão fosse favorável ao município, o projeto ia começar a ser executado e a praça precisaria ser fechada. Para tentar minimizar a péssima imagem que o Governo Guerra tem capitalizado com a negativa de uso da praça, especialmente no caso do Centro de Valorização da Vida (CVV), para a campanha de prevenção do suicídio, e da bênção dos freis capuchinhos, a secretária veio com essa conversa de que a obra iniciaria de pronto. 

Ocorre que existe apenas um "esboço de projeto", nas palavras dos desembargadores. Além disso, faltaria a licitação.

A pergunta agora ao prefeito, à secretária e aos demais integrantes da cúpula do Executivo é: segue proibida a bênção na praça e sob quais argumentos?

Fica no ar se o intuito, na verdade, não é o de tentar demonstrar igualdade com os vetos para justificar o impedimento da realização da Parada Livre na praça.

Na hora certa

Aliás, nesta quinta-feira (26) entra em primeira discussão na Câmara de Vereadores um projeto de lei do vereador Velocino Uez (PDT) que institui o evento religioso "Bênção na Praça" em Caxias. E é justamente sobre o evento promovido pelos freis capuchinhos, atualmente chamado de "Natal na Praça".

Protocolado em dezembro de 2017, o projeto estava adormecido e entra em pauta na hora certa.

Uez destaca na proposição que o evento objetiva oportunizar ao grande público, um encontro gratuito com os amigos e concidadãos em seu espaço natural, a praça, espaço livre e democrático, no coração do município. 

Prevê que a realização seja no mês de dezembro nas semanas que antecedem o dia de Natal.

É claro que o projeto será aprovado. Se o prefeito vetar, demonstra que não gosta dos freis capuchinhos.

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