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Mirante16/08/2019 | 22h00Atualizada em 17/08/2019 | 09h00

Reprovações abalam argumento de escolha de CCs por critérios técnicos no Governo Guerra

Diante da propagandeada seleção por currículos, é inevitável que os resultados provoquem repercussão

Reprovações abalam argumento de escolha de CCs por critérios técnicos no Governo Guerra Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Prefeito Daniel Guerra garante que escolhas de ocupantes de cargos são por currículo Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

A reprovação de ocupantes de cargos em comissão (CCs) do Governo Daniel Guerra (PRB) no concurso público realizado pela prefeitura de Caxias do Sul traz à tona novamente o debate sobre critérios técnicos na definição dos detentores das funções. Não se trata de querer julgar a capacidade profissional dessas pessoas, porém, diante da propagandeada seleção por currículos pela gestão atual, é inevitável que os resultados provoquem repercussão. A exposição desses CCs é fruto da pregação feita pelo prefeito Daniel Guerra (PRB).

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Vale lembrar que a predominância de escolhas políticas em governos passados foram e são alvo de críticas e até descaso pelo prefeito e aliados. Na Câmara, o líder de governo Renato Nunes (PR) com frequência fala de ex-CCs. Agora a cobrança se volta contra esta administração. 

Há casos complicados para o gestor sustentar. Por exemplo, o fato de o CC 8 (R$ 6.806,29) Gustavo Felippi, assessor de Relações Institucionais do Samae, ter feito concurso para motorista, cuja exigência é ensino fundamental, e não ter passado. Outra situação delicada é da procuradora-adjunta, Geraldine Gollo de Oliveira, que não obteve sucesso. É a número 2 da Procuradoria-Geral, responsável por encaminhamentos jurídicos e por comandar outros procuradores.

Haverá alguma reação do prefeito diante desses resultados? Provavelmente, não. 

Ética

Há também o debate ético, já bastante difundido. A secretária de Turismo, Renata Carraro (PRB), ficou em segundo lugar para turismóloga. Menos mal. Porém, não ameniza o mal-estar protagonizado ao disputar uma vaga para a pasta que chefia. É normal o cidadão querer fazer concurso público, mas é preciso ter bom-senso. 

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