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Mirante08/08/2019 | 22h00Atualizada em 08/08/2019 | 22h00

Prefeito de Caxias do Sul enterra o discurso contra adversários

Além de seu irmão ser chefe de Gabinete, recebe por cargo na Codeca

Prefeito de Caxias do Sul enterra o discurso contra adversários Lucas Amorelli/Agencia RBS
Daniel Guerra e seu irmão Chico, que tem dois cargos na administração municipal Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

O prefeito de Caxias do Sul, Daniel Guerra (PRB), não pode mais se referir aos governos que o antecederam (e o mesmo serve para sua base na Câmara de Vereadores) com o discurso que explorou para chegar ao poder. Ele já acusou os governos passados de "farra com o dinheiro público", além de outras declarações bem pesadas. 

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A nomeação do vereador e seu irmão, Chico Guerra, para a chefia de Gabinete; de CCs com relações familiares próximas ao prefeito e da esposa do vereador Renato Nunes (PR) na Codeca já eram uma demonstração de que o discurso e a prática andam em direções opostas. Agora, com o irmão também ocupando o posto de conselheiro da Codeca, não há como tentar argumentar em sua defesa.

O contracheque de Chico engordou, desde maio, em R$ 1.253,26 com dinheiro público (total de R$ 14.720,14), devido à "exaustiva" tarefa de participar de uma reunião por mês na companhia.

Atuação inexistente

Como chefe de Gabinete, nada se vê na atuação de Chico. As notícias que se tem dele é de que acompanha o irmão-prefeito em viagens e esteve na Itália, por cerca de 20 dias, sem uma prestação de contas convincente. Chico não interage com a Câmara, nem com a sociedade, da mesma forma que não se manifesta à imprensa — pelo cargo que ocupa, deveria ser ele a sair em defesa do município. Não bastasse, o Legislativo aprovou a suspensão do mandato por 60 dias por ameaça de "corretivo" a um líder comunitário. 

Além disso, o secretário da Saúde, Júlio César Freitas da Rosa, outro conselheiro da Codeca, é presidente do partido do prefeito. Governar acima de partidos é outra afirmação caiu por terra (e faz tempo).

Tudo isso é desrespeitoso, diante do desemprego, problemas na saúde e escolas, só para citar questões mais emergenciais. Como justificar essas atitudes para quem falava que até fim de 2016 Caxias era uma mini-Brasília?

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