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Mirante21/08/2019 | 21h16Atualizada em 21/08/2019 | 21h21

"Há uma grande retaliação ao povo LGBT", diz vereadora de Caxias sobre Governo Daniel Guerra

Ela repudiou decisão da prefeitura de não ceder espaço no Centro para a Parada Livre

"Há uma grande retaliação ao povo LGBT", diz vereadora de Caxias sobre Governo Daniel Guerra Gabriela Bento Alves/Divulgação
Vereadora Denise Pessôa (PT) Foto: Gabriela Bento Alves / Divulgação

A vereadora Denise Pessôa (PT) definiu a decisão da prefeitura de Caxias do Sul de não autorizar a 19ª Parada Livre na Praça Dante Alighieri (no trecho da Rua Marquês do Herval, entre a Avenida Júlio de Castilhos e a Rua Sinimbu), como uma retaliação do Governo Daniel Guerra (PRB) à comunidade LGBT. Ela falou na sessão desta quarta-feira (21), ressaltando que a prefeitura ofereceu a parte externa do Centro de Cultura Henrique Ordovás, a exemplo do que ocorreu no ano passado.

— Quem conhece a Parada Livre sabe que não cabe de maneira alguma naquele espaço – afirmou. 

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Denise prosseguiu:

— Isso é uma retaliação, sim, ao tema. A gente conhece o prefeito. Sabemos dos seus ideais pessoais, da sua vida, dos seus gostos e desgostos, e a gente sabe que há, sim, uma grande retaliação ao público LGBT. Desde o início desse governo sempre teve formas de impedir a Parada Livre, de não dar apoio, de atrapalhar a realização da manifestação. A organização da Parada Livre vai entrar com um mandado de segurança. 

A petista citou a Constituição Federal, que diz: "Todos podem se reunir pacificamente em locais abertos ao público, independente de autorização, apenas comunicando a autoridade competente com aviso prévio".  Caracterizou a atitude da prefeitura como desrespeito e violação aos direitos humanos. E destacou que o grupo não solicitou apoio financeiro ou estrutural, apenas que garanta o controle do trânsito.

Conforme Denise, quando se desrespeita essas pessoas numa forma institucionalizada, está sendo reforçada a violência que elas sofrem. 

— Registro aqui o nosso descontentamento, o nosso apoio à organização da Parada Livre e a toda população LGBT, que está sofrendo uma violência institucionalizada em nome do prefeito de Caxias do Sul — insistiu a vereadora.

O evento será em 17 de novembro.

A dificuldade imposta pelo município deixa a impressão que este governo quer os LGBTs sem visibilidade, sem espaço.

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