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Mirante29/08/2019 | 21h22Atualizada em 29/08/2019 | 21h22

A sombra do impeachment do prefeito Daniel Guerra está de volta

É o sexto pedido de impeachment do prefeito de Caxias do Sul e o segundo de autoria de um filiado do PSD

A sombra do impeachment do prefeito Daniel Guerra está de volta Felipe Nyland/Agencia RBS
Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Já são seis pedidos de impeachment do prefeito de Caxias do Sul, Daniel Guerra (PRB), e é o segundo partindo de um filiado do PSD, partido do vereador Kiko Girardi. Em setembro de 2017, o então vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu, que havia se filiado ao PSD há dois meses, foi autor de denúncia visando à retirada de Guerra do comando da prefeitura. Agora foi a vez do ex-CC deste governo, o ex-subprefeito de Vila Oliva, Jefferson Côrtes Torres, que passou a integrar o partido presidido por Kiko em 2019. 

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Côrtes era filiado ao PRB e concorreu a vereador. Deixou a subprefeitura em 2017, segundo ele sem nunca ter sido informado o motivo da demissão. Em 2018, desfiliou-se do PRB. No mesmo ano, ingressou no Ministério Público, junto com o vereador Rafael Bueno (PDT), para denunciar a execução de obras com uso do maquinário da prefeitura em propriedades privadas.

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Em 2017, Côrtes, então subprefeito (de camiseta azul, ao lado de Guerra), quando foi declarada situação de emergência em Vila OlivaFoto: Petter Campagna Kunrath / Divulgação

O motivo para o sexto pedido de impeachment de Guerra é a realização de uma obra em um terreno particular, correspondente ao estacionamento do aeroporto Hugo Cantergiani.

Apesar de crescerem as reações contrárias à administração municipal na cidade, um movimento no sentido de tirar o prefeito coloca os vereadores no centro da polêmica. O reflexo é inevitável. Não foi à toa a manifestação de Kiko,nesta quinta-feira (29), no final da sessão da Câmara de Vereadores, após vir à tona o novo pedido de impeachment.

Kiko tratou de se descolar da iniciativa e já anunciou que a Executiva do partido vai se reunir para analisar a atitude do filiado.

— Fomos pegos de surpresa. Essa atitude sem conversar com a Executiva, vamos ter que ver. Qualquer ato político atinge diretamente a sigla, isso é incorreto — disse Kiko, acrescentando que conversou apenas "duas ou três vezes" com o ex-subprefeito, filiado recente.

Mas pondera:

— Infelizmente, esta administração provoca pessoas.

Côrtes diz que ingressou no partido há cerca de sete meses e é vice-presidente da comissão jovem. Ele confirma que o partido não sabia do pedido e que o protocolou como cidadão.

— Desde que entrei no partido, deixei bem claro que se está errado tem que denunciar.

:: O autor diz que está bem confiante que o pedido vai vingar. Na tarde desta quinta (29, disse que não conversou com nenhum vereador, mas fará contatos.
:: O processo conta com vários documentos assinados pelo ex-vice Ricardo Fabris de Abreu, diretor de secretaria da 5ª Vara Federal do Trabalho.
:: Difícil que seja aceita a denúncia, mas precisa ser lida pelos vereadores antes de se posicionarem.

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