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Mirante18/07/2019 | 17h20Atualizada em 18/07/2019 | 17h22

Vereador Elói Frizzo, em Caxias, surpreende e se alia a governistas

Foi no caso do "corretivo". Ele alegou que era em defesa do mandato dos parlamentares

Vereador Elói Frizzo, em Caxias, surpreende e se alia a governistas Gabriela Bento Alves/Divulgação
Vereador Elói Frizzo (PSB) Foto: Gabriela Bento Alves / Divulgação

O adiamento da votação do parecer do caso do "corretivo", pela Câmara de Vereadores na sessão desta quinta-feira (18), envolvendo o vereador licenciado Chico Guerra (PRB), trouxe um elemento novo e surpreendente. A postura do oposicionista Elói Frizzo (PSB), a favor do arquivamento, soa em defesa de Chico e, naturalmente, do Governo Daniel Guerra (PRB). 

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Frizzo argumentou, porém, que se trata de defesa do mandato parlamentar, para que possa se manifestar "de forma clara, contundente, sem ser processado, sem ser preso." 

Há poucos dias, o deputado federal Marcel van Hattem (Novo) disse que irá processar o vereador por declarações feitas no Legislativo caxiense. No dia seguinte à aprovação do texto-base da reforma da Previdência, o socialista afirmou que Van Hattem era um  "nazistinha, nojento e fascistinha disfarçado de democrata".

O vereador do PSB é ligado ao movimento comunitário. O processo na Comissão de Ética Parlamentar contra o ex-líder do governo deve-se justamente às ameaças feitas em conversas com o então coordenador de Relações Comunitárias, Rafael Bado, ao presidente da Amob do Cânyon, Marciano Corrêa da Silva, vazadas e divulgadas na Câmara pelo vereador Rafael Bueno (PDT). O irmão do prefeito falava em aplicar um "corretivo" no líder comunitário e colocá-lo na "lista negra" do governo. Então, não tem como receber esse posicionamento pró-governo com naturalidade, considerando a falta de decoro parlamentar de Chico nas retaliações anunciadas contra Marciano. 

Ao ficar ao lado de Renato Nunes (PR) e Elisandro Fiuza (PRB), parecendo o mais novo melhor amigo da Família Guerra, tem quem avalie que a atitude de Frizzo foi para reaproximar Edi Carlos Pereira de Souza (PSB) da bancada, autor do parecer pelo arquivamento. Edi Carlos está distanciado por sua relação com o governo. 

Relator do pedido de impeachment do prefeito Daniel Guerra em 2018, na época Frizzo deu parecer pela improcedência da denúncia, diante da clara falta de votos na Câmara para aprovar uma cassação. Não teve apoio da maioria dos oposicionistas.

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