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Mirante03/07/2019 | 21h35Atualizada em 03/07/2019 | 21h35

Governistas protegem Chico Guerra inspirados em Sergio Moro

Fiuza e Nunes citaram episódio do vazamento de conversas envolvendo ministro da Justiça para salvar o chefe de Gabinete de Daniel Guerra (PRB)

Governistas protegem Chico Guerra inspirados em Sergio Moro Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Parceiros, Renato Nunes, agora líder do governo, defendeu a ¿intimidade¿ das conversas de Chico Guerra Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

Os governistas cumpriram seu papel e, com três votos na Comissão de Ética Parlamentar da Câmara, aliviaram para o lado do vereador licenciado e atual chefe de Gabinete, Chico Guerra (PRB). Os votos do líder do governo Renato Nunes (PR) e de Elisandro Fiuza (PRB) a favor do parecer do relator, Edi Carlos Pereira de Souza (PSB), garantiram a aprovação pelo arquivamento no caso do "corretivo". 

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O processo é resultante das ameaças feitas ao presidente do bairro Cânyon, Marciano Corrêa da Silva, em conversas com o ex-coordenador de Relações Comunitárias Rafael Bado.

Eles protegerem o irmão do prefeito Daniel Guerra (PRB) não surpreende — estranho seria se fossem contra —, mas chamou atenção a argumentação utilizada em plenário na sessão desta quarta-feira (03).

Mais de um ano após o episódio, eles resolveram questionar os áudios, inspirados nos vazamentos das conversas envolvendo o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, pelo site The Intercept Brasil. 

Embora o próprio Chico Guerra tenha admitido a autenticidade, no mesmo dia em que houve a divulgação na Câmara de Vereadores (6 de junho de 2018) por Rafael Bueno (PDT), Fiuza veio com essa:

— Houve esse áudio? Bom, se houve esse áudio, qual a veracidade desse áudio? 

À época, Chico até divulgou nota à imprensa. Disse que o áudio era de 2017, e fez o seu contraponto. 

"Intimidade"

Nunes apelou para a "intimidade".

— Você não pode pegar um áudio de uma conversa que eu tive, por exemplo, com o vereador Elisandro Fiuza em off.  A nossa intimidade é em off line.

O líder do governo também comparou com os vazamentos envolvendo Sergio Moro.

— Algumas coisas estão sendo replicadas aqui no município. Claro, de uma forma de menor monta, a história é a mesma — alegou. 

:: Em síntese: Fiuza e Nunes giraram de forma a não se aprofundar no conteúdo, a represália anunciada por Chico. E assim, fica subentendido que, para eles, desde que não falem em um ambiente público, está liberada a retaliação aos que forem contra o governo. 

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