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Mirante10/06/2019 | 21h15Atualizada em 10/06/2019 | 21h17

Postagem expõe posição do prefeito Daniel Guerra sobre diálogos envolvendo Moro

Ele retuitou notícia sobre o assunto nas redes sociais. Confira:

Postagem expõe posição do prefeito Daniel Guerra sobre diálogos envolvendo Moro Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Prefeito não quis se manifestar, conforme solicitado pelo Pioneiro Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

As conversas por mensagens entre o ministro da Justiça, Sergio Moro, quando era juiz responsável pela Operação Lava-Jato, e o coordenador da força-tarefa em Curitiba (PR), procurador Deltan Dallagnol, tornaram-se assunto dominante desde a série de reportagens do site The Intercept Brasil, publicadas domingo. O prefeito de Caxias, Daniel Guerra (PRB), admirador de Moro, não quis se manifestar mediante solicitação do Pioneiro. Sua posição, porém, ficou evidente ao retuitar em suas redes sociais uma notícia do site República de Curitiba.

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"Jornalista que tenta atacar a Lava Jato é marido de deputado do PSOL", diz o título do texto divulgado pelo prefeito no Twitter.

Prefeito Daniel Guerra (PRB) compartilha notícia do site República de Curitiba
Foto: Twitter / Reprodução

É nítido que para Guerra o fato principal não é a relação de um juiz — que acabou se tornando ministro — com o representante do Ministério Público Federal, nem mesmo o conteúdo das mensagens sobre os rumos da investigação. Com a postagem, Guerra se coloca ao lado de Moro.

A gravidade, na ótica do prefeito, parece ser o fato de o jornalista Glenn Greenwald, do The Intercept, ser casado com o deputado federal David Miranda (PSOL), que entrou no lugar de Jean Wyllys na Câmara dos Deputados. Assim, deixa subentendido que o site autor das reportagens está a serviço do PT e do ex-presidente Lula. 

Polêmica

O Ministério Público Federal considera o vazamento da conversa “ação criminosa de um hacker”. O Intercept diz que as reportagens foram produzidas a partir de arquivos enviados por uma fonte anônima.

Também foi ilegal o grampo para obter a conversa da então presidente Dilma Rousseff (que tinha foro privilegiado) com Lula sobre a nomeação para a Casa Civil, divulgado por Moro em 2016.

Em ambas situações, o teor das informações é significativo e de forte repercussão.

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