Permanência de Sandro Fantinel na presidência do PSL de Caxias está ameaçada - Colunas da seção Mirante - Política: deputados, prefeitos e mais - Pioneiro
 
 

Mirante07/05/2019 | 18h34Atualizada em 07/05/2019 | 18h34

Permanência de Sandro Fantinel na presidência do PSL de Caxias está ameaçada

Ele foi reconduzido ao cargo em 26 de abril pelo deputado Luciano Zucco, que deixou o comando da sigla no Estado nesta terça-feira

Permanência de Sandro Fantinel na presidência do PSL de Caxias está ameaçada Felipe Nyland/Agencia RBS
Sandro Fantinel diz que saída de Zucco é uma grande tristeza e que foi alvo de armação de pessoas que só têm interesse no poder Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

O deputado estadual e tenente-coronel Luciano Zucco deixou a presidência da Comissão Executiva Provisória do PSL gaúcho, nesta terça-feira. Ele enviou uma carta de renúncia em caráter irrevogável ao presidente nacional, Luciano Bivar. A saída de Zucco deve se refletir na permanência do empresário Sandro Fantinel no comando da Comissão Executiva Provisória do partido do presidente Jair Bolsonaro em Caxias do Sul. Ele foi reconduzido ao cargo em 26 de abril, por um período de 180 dias.

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Fantinel teve o apoio de Zucco para ser o escolhido. A outra chapa que disputava a indicação era liderada pelo ex-candidato a deputado estadual Daniel Santos, assessor do deputado federal Bibo Nunes. 

Zucco, no documento à Executiva nacional, justifica a decisão citando "ofensas perpetradas por um correligionário parlamentar contra quatro colegas". Ele acrescenta que "o comportamento agressivo não condiz com os ditames de uma agremiação que se apresenta como instrumento sintonizado com a nova política que os brasileiros exigem". Ele pede que a homologação de mais de 60 executivas municipais, que concluiu recentemente, seja mantida.

Embora não cite nome, o agora ex-presidente estadual do PSL se refere ao deputado Bibo Nunes, que em um áudio vazado na semana passada o chamava de "palhaço", bem como ao deputado federal Ubiratan Sanderson.

Nesta terça-feira, Bibo Nunes, que é vice-líder nacional do PSL, disse ao Mirante que "é muito provável que Fantinel deva cair, porque eram cartas marcadas". 

— Temos três que foram candidatos. A preferência é para quem foi candidato a deputado. Têm que ser e serão valorizados. Vamos prestigiar quem foi candidato e foi menosprezado — declarou.

Parceiros

Os três a que Bibo se refere são Daniel Santos, Fabiana Tanuri e Ezequiel Tavares, que disputaram vaga a deputado estadual. Fabiana era vice na chapa pelo comando partidário liderada por Daniel. Renato Toigo concorreu a deputado federal.

Questionado se Daniel seria, então, o escolhido, respondeu:

— É um bom nome.

Para Bibo, não é uma prática da velha política. 

— Como não vou valorizar quem é parceiro? — reagiu.

Segundo o deputado federal, a definição deve ocorrer nos próximos 15 dias. 

Ao falar sobre Zucco, Bibo Nunes disparou:

— Ele foi tirado. Eu disse que ele ia sair. Renúncia depois que eu disse que ia cair não é renúncia. O PSL é um partido para servir ao Brasil e não para se servir. A Carmen Flores (ex-candidata ao Senado e ex-presidente do PSL-RS) era marionete do DEM, Zucco é próximo do PRTB do Mourão (Hamilton, vice-presidente).

"Interesses próprios"

O presidente da Comissão Executiva Provisória Municipal do PSL, Sandro Fantinel, disse que era uma grande tristeza a saída de Zucco, por todos aqueles no Rio Grande do Sul que tiveram executivas nas cidades e que trabalharam com recursos próprios, suaram a camisa para eleger Jair Bolsonaro.

— É muito triste saber que Zucco está saindo por uma armação que fizeram com ele por parte de alguns deputados que não condividem (compartilham) a ideia de deixar nas executivas municipais pessoas que trabalharam, mas condividem a ideia de colocar nas municipais pessoas que representam os interesses deles próprios. Isso é muito triste, isso está rodando em todas as redes sociais, acusações, palavrões, falta de decoro, parlamentares sem nenhuma condição de exercer o cargo que estão usando. Pessoas que surfaram na onda de um homem honesto para se elegerem e que agora não veem outro interesse a não ser o poder. É muito triste querer destituir as executivas que trabalharam, que foram empossadas, para colocar nada mais nada menos do que cabos eleitorais para que continuem uma eterna campanha para seus representantes.

Fantinel ainda lembrou que ele foi o único presidente das executivas municipais do Estado que trouxe o então candidato a presidente da República à sua cidade.

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