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Mirante09/05/2019 | 06h00Atualizada em 09/05/2019 | 06h00

Mudanças na Praça Dante, em Caxias, vêm cercadas de expectativa

Custo da obra ainda não foi divulgado pela prefeitura e trata-se de uma informação essencial

Mudanças na Praça Dante, em Caxias, vêm cercadas de expectativa Antonio Valiente/Agencia RBS
Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS

A retirada das bancas de jornais e revistas foi a primeira polêmica surgida com a revitalização da Praça Dante Alighieri. Mas assim que o anteprojeto foi apresentado ao Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural (Compahc) pelo Governo Daniel Guerra (PRB), nesta quarta-feira, novas situações já começaram a produzir barulho. 

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De imediato, uma derrota: seis conselheiros pediram vistas. A intenção do município era que em duas horas o conselho votasse dando o aval para as obras. O normal é que os processos sejam entregues aos relatores e revisores com um prazo de sete dias. 

Um dos pontos que gera conflito são os resultados — e a comprovação deles — da pesquisa presencial e do questionário online para a execução das mudanças. A pesquisa presencial foi feita com orientação da equipe de comunicação e marketing da prefeitura com os frequentadores da praça. Porém, não foi divulgado o número de pessoas ouvidas. Já a consulta online obteve apenas 513 participantes, com 160 comentários, enquanto Caxias tem mais de 500 mil habitantes. Se essa participação é o que credencia o governo para alterar a principal praça do município, algo realmente não vai bem.

Paralelamente, há a proposta dos vereadores Elói Frizzo (PSB), Rafael Bueno (PDT) e Paulo Périco (MDB) de transformar as bancas em patrimônio imaterial, mas essa ainda depende de pareceres técnicos. Antes de entrar em pauta, deverá passar pelas comissões da Casa.

O custo da revitalização ainda não foi divulgado pela prefeitura. Esta indefinição precisa de resposta imediata, trata-se de investimento público e, naturalmente, vai provocar manifestações da sociedade. 

É importante valorizar a praça central, assim como conservá-la, proporcionando melhores condições de segurança, opções para os frequentadores e acessibilidade, por exemplo. Esta é uma discussão que vem da campanha eleitoral. O que não pode é haver descaracterização e prejuízo à história. (Com Aline Ecker)

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