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Mirante12/04/2019 | 06h30Atualizada em 12/04/2019 | 13h38

Retirada de bancas de jornais e revistas provoca reação de vereadores em Caxias

Vereador Adiló Didomenico disse que esta é a polêmica de número 173 do governo Daniel Guerra

Retirada de bancas de jornais e revistas provoca reação de vereadores em Caxias Gabriela Bento Alves/Divulgação
Vereador Rafael Bueno falou sobre o assunto durante toda a semana Foto: Gabriela Bento Alves / Divulgação

A determinação do governo Daniel Guerra (PRB) de retirar as bancas de jornais e revistas de Caxias do Sul, situadas em área pública, ganhou espaço nos debates na Câmara. E nem poderia ser diferente.

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Rafael Bueno (PDT) já havia levantado o assunto durante a semana, dizendo que "tirar as bancas para a instalação de tomadas é acabar com um momento de integração comunitária". Lembrou que as bancas fazem parte da história da cidade e definiu:

— Grandes prefeitos atacavam as grande causas, e esse gestor que está aí ataca picuinhas.

vereador Elói Frizzo
Elói Frizzo (PSB) disse que é uma "atitude totalitária, imbecil e idiota"Foto: Gabriela Bento Alves / Divulgação

Nesta quinta-feira, Elói Frizzo (PSB) se posicionou, dizendo:

— Esta Casa não pode ficar impassível a uma atitude totalitária, uma atitude imbecil, idiota.

Ele defendeu que as bancas fazem parte do dia a dia do município, é um patrimônio. 

A vereadora Paula Ioris (PSDB) leu uma carta de uma moradora enviada ao prefeito, pedindo que não sejam retiradas as bancas.

Paula complementou:

—Nós temos que comprar essa briga e não aceitar que essas bancas fechem. Ele não é o dono da cidade. Ele foi eleito para administrar a cidade.

Defesa do governo

O líder do governo, Elisandro Fiuza (PRB), defendeu a medida do Executivo dizendo que existe um projeto para reformas nas praças e jardins. Segundo ele, em 2017, a secretária do Urbanismo, Mirângela Rossi, chamou os cinco donos de bancas para estabelecer uma regra e saber se tinham alvará.

— Desses cinco, duas a três bancas tinham alvará provisório e outra tinha só uma “licença de boca”. É preciso, sim, que esses donos de bancas de revistas e jornais possam exercer o seu direito de prestar o seu trabalho à sociedade, como vêm prestando de uma forma histórica há mais de 40 anos, sem nenhuma regulamentação. Eu volto a perguntar: "Se é tão fácil fazer uma autorização de regulamentação, por que há 40 anos não foi feito?" — frisou.

Polêmica número 173

O vereador Adiló Didomenico (PTB), que desde o início do governo Guerra tem se dedicado a contabilizar o número de polêmicas, disse que a questão das bancas é a polêmica de número 173. Segundo ele, seus registros estão relacionados com data e publicação na imprensa.

— Duvido que esse recorde seja batido – alfinetou.

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