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Mirante27/04/2019 | 07h20Atualizada em 27/04/2019 | 07h20

Lula diz que sua obsessão é "desmascarar" Sergio Moro

Ex-presidente deu entrevista na sexta-feira e garantiu que dorme com a consciência tranquila

Lula diz que sua obsessão é "desmascarar" Sergio Moro Redes sociais/Reprodução
Foto: Redes sociais / Reprodução

A entrevista com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), liberada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), foi concedida nesta sexta-feira aos jornais Folha de S. Paulo e ao El País. Depois de um ano preso, completado no dia 7 de abril, o ex-presidente foi enfático em dizer que quer comprovar sua inocência. Ele foi direto ao afirmar que o hoje ministro da Justiça, Sergio Moro, sabe de sua inocência e que o procurador da força tarefa da Lava-Jato, Deltan Dallagnol, mentiu a seu respeito. Lula afirmou que quer provar que uma farsa foi montada para prendê-lo. 

— Eu tenho tanta obsessão de desmascarar o (Sergio) Moro, desmascarar o (Deltan) Dallagnol e sua turma... que eu ficarei preso cem anos, mas eu não trocarei a minha dignidade pela minha liberdade.

— Se as pessoas não confessarem agora, no dia da extrema unção a gente vai conversar — acrescentou.

Lula garantiu que dorme com a consciência tranquila, que quer sair da prisão com a cabeça erguida como entrou. Acrescentou que deixará a prisão "um cidadão bom" e motivado para brigar.  E mandou um recado para a militância de que está "doido para fazer uma caravana".

Entre outras coisas, disse que "lamenta profundamente o desastre que está acontecendo no país e é por isso que se mantém em pé". 

– O dia que eu sair daqui, eles sabem: “Eu estarei com o pé na estrada para junto com esse povo levantar a cabeça e não deixar entregar o Brasil aos americanos" – disse.

Lula referiu-se à relação do presidente Jair Bolsonaro (PSL) com os EUA.

— Nunca vi um presidente bater continência para a bandeira americana, nunca vi um presidente dizer: "Eu amo os Estados Unidos". [...] Alguém acha que os Estados Unidos vai favorecer o Brasil?. 

Para ele, o Brasil é governado por um "bando de maluco".  Quanto a uma autocrítica, apenas deu declarações como: "O PT deve ter cometido erros nos nossos governos", "Corrupção pode ter havido. Agora, que se faça a prova" e  "Eu tive um erro grave: poderia ter feito a regulamentação dos meios de comunicação". Ele acrescentou que a política está demonizada e nunca viu o povo com tanto ódio nas ruas, mas não falou o que teria levado a esse ódio e à divisão a sociedade, nem especificamente sobre a opção do eleitor por Jair Bolsonaro.

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