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Mirante26/04/2019 | 07h01Atualizada em 26/04/2019 | 13h48

Líder do PDT diz que pedido de expulsão de Ricardo Daneluz não tem anuência de vereadores

Punição pretendida pelo Movimento Comunitário Trabalhista deve-se ao projeto de extinção do passe-livre no transporte coletivo no último domingo de cada mês

Líder do PDT diz que pedido de expulsão de Ricardo Daneluz não tem anuência de vereadores Gabriela Bento Alves/Divulgação
Rafael Bueno afirma que trata-se de "picuinha" Foto: Gabriela Bento Alves / Divulgação

O vereador Rafael Bueno, líder da bancada do PDT, disse na sessão desta quinta-feira da Câmara que o pedido de expulsão do partido do vereador Ricardo Daneluz, anunciado pelo Movimento Comunitário Trabalhista (MCT) do Rio Grande do Sul, "não tem anuência da liderança da bancada e dos vereadores, porque não há represália para vereador aqui (na bancada)". Desde segunda-feira, Rafael estava em Brasília em contatos por recursos para o Hospital Geral. A punição pretendida a Daneluz deve-se ao projeto de sua autoria extinguindo o passe-livre do transporte coletivo no último domingo de cada mês.

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Conforme o documento tirado pelo MCT em 13 de abril, é pedida abertura de processo disciplinar ético contra Daneluz, para que ele preste esclarecimentos "pela insistência em manter o Projeto de Lei 15/2019, que visa extinguir o passe-livre que ocorre no último domingo do mês desde 1998". 

O movimento destaca que a posição do vereador é totalmente incompatível com a política defendida pelo partido. No documento diz, ainda, que "após prestados os esclarecimentos, lhe seja aplicada a pena que o colegiado entender cabível".

Ainda consta que o projeto foi protocolado sem qualquer debate com a comunidade, com os filiados, sequer com seus pares partidários ou mesmo a Executiva Municipal. Também diz que "é evidente que o vereador não se vê comprometido em solucionar os problemas sociais mantendo o atendimento à sociedade de menor renda, para quem o 'passe-livre' é a única oportunidade de um passeio mensal com a família reunida, ressaltando-se a imperiosa importância da convivência familiar e do lazer na saúde individual, familiar, as relações, a educação, a cultura... Os interesses declarados na exposição de motivos do projeto de lei apresentado pelo vereador não condizem com as diretrizes adotadas pelo PDT desde sua origem."

Além de Rafael e de Daneluz, a bancada é formada por Gustavo Toigo e Velocino Uez.

"Picuinha"

Por sua vez, o líder da bancada criticou o posicionamento do MCT. Ao Mirante, declarou:

— Esse pessoal que fica criando picuinha, que venha sugerir em nossos gabinetes iniciativas, que venha construir ao invés de prejudicar um vereador, porque é novo, está em seu primeiro mandato. Acabam crucificando o cara — disse Rafael.

Ele declara ser a favor em partes da lei do passe-livre.

— Tem que criar critérios para pessoas em vulnerabilidade — ressalta, admitindo ser contra o modelo que está em vigor, pois vê a necessidade de serem feitas modificações.

O documento do MCT invoca o artigo 64 do Estatuto do PDT, que prevê expulsão no caso de violação da lei, do Estatuto, da Ética e do Programa partidários, bem como desrespeito à legítima deliberação ou diretriz adotada pelo partido. 

Bombardeio

Nos bastidores, é grande o barulho envolvendo as divergências entre vereadores e demais filiados pedetistas, que por sinal estão articulando uma chapa para o comando partidário com eleição marcada para 18 de maio.

Entre as críticas que circulam dirigidas aos vereadores do PDT de Caxias, aparecem questões como: não quererem ninguém acima deles, não darem importância às opiniões dos filiados, renegarem o estatuto do partido e manterem em seus gabinetes pessoas "por favores e amizade a terceiros, em detrimento de pedetistas conhecedores do trabalhismo de Getúlio Vargas, Leonel Brizola e Alberto Pasqualini".

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