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Mirante20/04/2019 | 07h01Atualizada em 22/04/2019 | 13h11

Escolas ou uniformes, a prioridade que deve ser discutida

Projeto do governo Daniel Guerra de fornecimento gratuito de uniforme e kit escolar na rede municipal de ensino mexe com opiniões de professores, pais, vereadores e comunidade em geral

Escolas ou uniformes, a prioridade que deve ser discutida Lucas Amorelli/Agencia RBS
Prefeito Daniel Guerra anunciou e assinou o projeto em entrevista coletiva em março Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

O encaminhamento pelo prefeito Daniel Guerra (PRB) à Câmara de Vereadores do projeto de fornecimento gratuito de uniforme e kit escolar aos estudantes da rede municipal de ensino traz à tona o debate sobre qual o investimento emergencial a ser feito. Melhorias na infraestrutura das escolas ou construção de novos prédios versus o vestuário para os estudantes e material escolar mexem com as opiniões de professores, pais, alunos, políticos e comunidade em geral. 

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O projeto do governo é meritório, sabe-se que para muitos pais o auxílio a ser concedido pelo poder público é um alívio. Portanto, coloca os vereadores numa situação delicada. Ao mesmo tempo, há situações críticas envolvendo as escolas, gerando a dúvida se serão feitos os investimentos necessários pela prefeitura. 

Quando o projeto foi anunciado no mês passado, vários vereadores se manifestaram, destacando prioridades como infraestrutura das escolas, vagas, transporte, professores e merenda. Ou seja, o setor educacional do município precisa de ações concretas e imediatas. 

Diante do protocolo do projeto de Guerra, que prevê uniforme e kit escolar, o vereador Alberto Meneguzzi (PSB) posicionou-se nesta sexta-feira em sua redes sociais. Ele salienta que não é contra a distribuição do material escolar, mas pondera:

"Algumas instituições, sem exagero, correm o risco de tragédias se não forem tomadas atitudes urgentes por parte do Executivo. Muros estão por cair, pisos danificados, redes elétricas sem revisão há muito tempo, prédios sem acessibilidade, pisos e telhados com problemas, cozinhas sem condições de receber alunos, salas interditadas, enfim, problemas sérios que colocam em risco a vida de alunos, professores, servidores. Isso sem contar que boa parte das escolas não possui laboratório de informática, internet e nem ginásio coberto".

Meneguzzi faz um questionamento importante:

"Estes R$ 22 milhões por ano (valor previsto para os uniformes e kit escolar), não poderiam neste primeiro momento serem usados para reestruturar escolas e dar aos alunos melhores condições de aprendizagem?"

É necessário que esse debate seja feito entre Executivo e Legislativo com seriedade, sem picuinhas políticas ou eleitorais. 

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