Após derrotas eleitorais, crise aflora no PDT de Caxias do Sul - Colunas da seção Mirante - Política: deputados, prefeitos e mais - Pioneiro
 

Movimentos partidários08/01/2019 | 06h44

Após derrotas eleitorais, crise aflora no PDT de Caxias do Sul

Vinicius Ribeiro sinaliza saída do partido. Ex-prefeito Alceu se afastou da presidência ao não se eleger deputado

Após derrotas eleitorais, crise aflora no PDT de Caxias do Sul Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Alceu e Vinicius, nomes de expressão no partido deixaram o comando Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

Um furacão parece ter passado pelo PDT de Caxias nos últimos dois anos. Perdeu uma eleição para a prefeitura numa chapa que reuniu 21 partidos, enterrando o projeto do chamado "quarto andar" (quarta eleição da dobradinha com o MDB, iniciada na vitória de José Ivo Sartori, em 2004). Enfrentou crises internas para a definição na disputa à Assembleia Legislativa no ano passado; saiu com candidatura única, tanto para deputado federal, quanto para deputado estadual, mas não elegeu nenhum. Vinicius Ribeiro, suplente, buscava uma cadeira de deputado estadual pela terceira vez; para federal, o partido concorria com o ex-prefeito Alceu Barbosa Velho, que recém deixou o governo. 

Leia mais
"Muito difícil voltar atrás", diz Vinicius Ribeiro
Suplentes de Caxias do Sul receberão R$ 25 mil durante recesso 

Depois, vieram os bombardeios por setores do PDT a Alceu por seu apoio à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno, contrariando decisão nacional, e sua consequente reação: a licença da presidência do partido. 

Agora, foi a vez de Vinicius. Ao ser desconsiderado pelo partido em âmbito estadual, ao não ser chamado para sessão extra da Assembleia Legislativa, presidida pelo pedetista Marlon Santos, também se licenciou do comando da sigla em Caxias – ele era vice e assumiu com a saída de Alceu. 

Embora a sigla conte com quatro vereadores (Gustavo Toigo, Ricardo Daneluz, Rafael Bueno e Velocino Uez), os dois nomes de maior expressão política no partido pelos cargos ocupados estão afastados. 

Saída à vista

A declaração de Vinicius ao Pioneiro, de que é muito difícil voltar atrás, é um sinal bem evidente de que deixará o partido. Aliás, hipótese que vem sendo cogitada desde sua derrota na coordenação da campanha de Edson Néspolo (PDT) à prefeitura. O próprio Vinicius diz que tem quatro convites de siglas, mas que não quer se filiar “por enquanto”. 

Os pedetistas dizem que a situação envolvendo o partido é contornável – faz parte do discurso –, mas é fato que o caminho para 2020 fica mais pedregoso. Néspolo já disse que tem intenção de concorrer novamente, porém, logo após a derrota, deixou Caxias e rumou para Gramado. Isso vai pesar numa eventual candidatura.

Leia também
O que José Ivo Sartori deixa para a Serra
Prefeitura de Bento Gonçalves vai unificar Secretarias do Esporte, Habitação e Assistência Social
Curso em Bento Gonçalves ensina a fazer vinhos 

 
 
 
 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros