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Perturbação do sossego05/12/2018 | 06h12Atualizada em 05/12/2018 | 06h12

Vereador diz que fará serviço comunitário no recesso

Rafael Bueno, irritado, afirmou que cumprirá mais do que as 30 horas determinadas na transação penal

Vereador diz que fará serviço comunitário no recesso Gabriela Bento Alves/Divulgação
Bueno informa agora que UAB irá orientá-lo sobre locais para prestar o serviço Foto: Gabriela Bento Alves / Divulgação

O vereador Rafael Bueno (PDT) disse que vai iniciar a prestação de serviços comunitários no recesso parlamentar. A Câmara de Vereadores de Caxias realiza a última sessão ordinária do ano no próximo dia 13. O pedetista terá que cumprir 30 horas de serviço comunitário, em dois meses, conforme transação penal, para não sofrer processo criminal. A medida resulta de denúncia da ex-secretária municipal de Esporte e Lazer, Márcia Rohr da Cruz, por delito de perturbação do sossego, devido a ligações e mensagens deixadas no celular funcional quando ela era titular da pasta. 

Bueno havia informado inicialmente que faria a limpeza do parquinho da Amob do Cristo Redentor. Agora, ele diz que a União das Associações de Bairros (UAB) irá orientá-lo para que proceda o trabalho em outros locais, a exemplo de escolas e eventos de cultura. 

— Onde a prefeitura aplicou "corretivo" — alfineta, em referência às declarações do líder de governo Chico Guerra (PRB), em áudios vazados e que motivaram a abertura de um processo administrativo na Comissão de Ética do Legislativo.

Porém, Bueno declara que também prestará o serviço no Cristo Redentor, onde reside.

— Vou fazer muito mais de 30 horas — reagiu irritado ao ser questionado.

Ele então enviou cópia da ocorrência policial feita por Márcia, que consta no processo, para mostrar que foram cinco as ligações efetuadas para a então secretária e duas mensagens enviadas, em 14 e 15 de julho de 2017. Na ocasião, ocorreu o vazamento do áudio em que Márcia se referiu ao Fiesporte como "imundícia", provocando forte repercussão, o que ocasionou a saída dela do governo Daniel Guerra (PRB). O próprio Bueno havia declarado, porém, que tinha feito 40 ligações em dois dias, das 6h à meia-noite. 

Cobrança

Nunes diz que irá fiscalizar o trabalho a ser realizado pelo pedetistaFoto: Franciele Masochi Lorenzett / Divulgação

O vereador Renato Nunes (PR) não desperdiçou a chance diante da fala das vereadoras Paula Ioris (PSDB) e Denise Pessôa (PT), na sessão de ontem sobre a campanha pelo fim da violência contra a mulher. Disse que Rafael Bueno cometeu agressão à ex-secretária de Esporte e Lazer, Márcia Rohr. 

Nunes cobrou o fato de os vereadores se autoprotegerem. 

— Foi denunciado e sentenciado por causar pressão psicológica a uma ex-secretária do município. Essas coisas a gente tem que falar, porque a gente não pode querer que os outros denunciem e a gente não. Não podemos nos autoproteger aqui nesse plenário. 

Agressão

Bueno ficou indignado quando o adversário político lembrou o caso do tijolo, ocorrido em 2016. 

— Isso é um tipo de agressão também e nós devemos denunciar (sobre a secretária). Coisa que não aconteceu, por exemplo, quando o mesmo nobre vereador Rafael Bueno deu uma tijolada num idoso. Aqui nessa Casa, se não fosse eu falar, ninguém falava, nem a comissão especial de proteção aos idosos. E esse mesmo vereador tentou passar com o carro sobre outra pessoa. Vereadora Paula Ioris, a senhora que luta tanto contra a violência, cuidado, a senhora está do lado de um agressor (Bueno e a vereadora sentam lado a lado) — disse Nunes.

Nunes afirmou que irá fiscalizar a prestação de serviço comunitário do colega de Parlamento:

— Para ver se está tudo limpinho, direitinho. 

"Conivente"

Bueno disse ao presidente Alberto Meneguzzi (PSB) que colocasse ordem, pois vai denunciar Nunes e, do contrário, estaria sendo conivente. 

— Se não botar ele no lugar, vai ser conivente com isso.

Bueno cobrou postura de Nunes na tribuna. Mas, vale lembrar que, com frequência, o pedetista afirma em plenário que Nunes foi expulso da Igreja Universal.

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