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Legislativo10/12/2018 | 18h32Atualizada em 10/12/2018 | 19h38

Divergência entre vereadores, em Caxias, vira registro na polícia

Confronto entre Renato Nunes e Rafael Bueno em manifestações na Câmara resultou em boletins de ocorrência

Divergência entre vereadores, em Caxias, vira registro na polícia Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Renato Nunes (PR) e Rafael Bueno (PDT) protagonizam embates praticamente em todas as sessões na Câmara Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

A Comissão de Ética Parlamentar da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul tornou-se insuficiente para tentar inibir as divergências entre os vereadores Renato Nunes (PR) e Rafael Bueno (PDT). Os dois registraram boletim de ocorrência na polícia e vão representar na Justiça um contra o outro. Nunes registrou na quinta e Rafael, na sexta.

Nunes postou nas redes sociais cópia do registro por calúnia, difamação e intolerância religiosa e um esclarecimento, referindo-se às declarações de Bueno, que o acusou na quinta-feira durante sessão da Câmara de "roubar" e "extorquir" as pessoas quando era pastor da Igreja Universal. 

Nunes diz que Bueno usa a tribuna para espalhar mentiras: "Que fui expulso da Universal, que estava lá enganando e extorquindo as pessoas, que uso o nome de Deus para ludibriar as pessoas, que digo ser enviado por Deus para roubar o dinheiro das pessoas e tem se mostrado uma pessoa com um alto nível de intolerância religiosa".

Bueno também diz que foi acusado de crime ao ser chamado de agressor de forma leviana. A motivação da discórdia desta vez — é quase que diário o chumbo trocado entre eles — foi a prestação de serviço comunitário que Bueno deverá fazer em função de registro na polícia de perturbação do sossego pela ex-secretária municipal de Esporte e Lazer, Márcia Rohr da Cruz.

Nunes afirmou em plenário, na terça-feira, que também era uma forma de violência contra a mulher e alertou à vereadora Paula Ioris (PSDB) de que estava sentada "ao lado de um agressor". 

Por fim, o pedetista reclama ainda que Nunes disse que ele foi "denunciado e sentenciado", quando na verdade ele fez um acordo de transação penal para não sofrer processo criminal.

Imagem

Renato Nunes lembra que há quatro anos não está mais na Universal, mas atua como pastor voluntário, sem igreja fixa. 

— Ele está me prejudicando, tentando manchar minha imagem. Gostaria que falasse de política e parasse de falar de religião.

O governista afirma no texto divulgado nas redes sociais que "muitos colegas têm dificuldade de trabalhar com o vereador Rafael Bueno, por ter comportamentos agressivos e não medir o que fala e pensa".

:: A relação tensa entre os dois só piora. Já passou da hora de terminar com as questões pessoais e se limitar às críticas, divergências e debates na esfera política.

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