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Opinião08/11/2018 | 06h34Atualizada em 08/11/2018 | 09h55

Mirante: movimentos iniciais confirmam dificuldades de principais partidos de Caxias

No PDT, o ex-prefeito Alceu Barbosa Velho, que não foi eleito à Câmara, pediu afastamento da presidência da Executiva local.

Mirante: movimentos iniciais confirmam dificuldades de principais partidos de Caxias Luciane Modena/Divulgação
Foto: Luciane Modena / Divulgação

Na largada para 2020, que se dá inevitavelmente logo após as eleições gerais de dois anos antes, os principais partidos de Caxias do Sul – MDB, PDT e PT – estão metidos em apuros para conduzir o processo. A coluna trabalhou este tema no início da semana e as dificuldades se comprovam com os primeiros movimentos das direções partidárias.

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No PDT, o ex-prefeito Alceu Barbosa Velho, que não foi eleito à Câmara, pediu afastamento da presidência da Executiva local. Foi submetido a pressões internas por manifestar apoio a Jair Bolsonaro (PSL). O partido começará a buscar um caminho. O presidente do MDB local, Paulo Périco, botou as cartas na mesa rapidamente, sacando do bolso o nome preferido como candidato à prefeitura em 2020: Carlos Búrigo, braço direito do governador José Ivo Sartori. Para isso, abriu mão até mesmo de um discurso de unidade partidária, como é habitual e prudente da parte dos presidentes de legenda.

Já no PT, além do desgaste enorme do partido na Serra e em Caxias do Sul, as opções são escassas. Pepe Vargas, a alternativa de sempre, evitará acumular o desgaste de ir para outra eleição de enorme risco, sujeito a acumular um terceiro insucesso, como ocorreu em 2008 e 2016. Restam os vereadores Rodrigo Beltrão e Denise Pessôa, além de Marcos Daneluz, que surgiu como saída para concorrer em 2012 e depois hibernou como assessor de bancada na Assembleia, acumulando menos desgaste do que as demais alternativas.

Esse processo de renovação petista é inevitável e necessário, mas ainda está bem longe de significar uma chance mais concreta de êxito em 2020.

E a unidade?

Tem filiado do MDB que ficou desconfortável com as primeiras manifestações do presidente do partido, Paulo Périco, após as eleições. A crítica é por não assumir a responsabilidade como presidente para liderar um movimento de unidade partidária.

Em entrevista ao Pioneiro, Périco sugeriu o nome de Carlos Búrigo como preferencial para 2020, atribuindo sua não eleição a Edson da Rosa, outro emedebista caxiense que concorreu à Assembleia. 

"Peraí"

Sobre as primeiras movimentações partidárias, já atentas a 2020, o secretário do Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Emprego , Emílio Andreazza, postou no Facebook:

"Peraí, a eleição estadual e federal nem acabou direito e já tão pensando em eleição em 2020??? Caxias é prioridade para que para essa gente?? Parece mesmo que o “mecanismo” caxiense nunca para, o importante é pular de dois em dois anos em tudo que é cargo"

Não tem escapatória. Uma eleição emenda na outra. A eleição seguinte sofre os efeitos imediatos da anterior.

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Carlos Búrigo conseguiu 11.073 votos em Caxias. É muito pouco. Périco vê na conquista da maior parte dos votos fora de Caxias uma força de Búrigo, para a cidade não ficar isolada do restante da região. Cada um faz sua leitura.

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