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Eleições 201801/10/2018 | 10h48Atualizada em 01/10/2018 | 10h49

Três questões para Luis Heinze, candidato ao Senado pelo PP

Candidato do PP diz que não faria acordo com União nos termos atuais

Três questões para Luis Heinze, candidato ao Senado pelo PP Carlos Macedo/Agencia RBS
Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS
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O Pioneiro está publicando, por ordem alfabética, entrevistas com os 8 concorrentes melhores colocados nas três últimas pesquisas do Ibope para o Senado. Os gaúchos irão votar em 7 de outubro duas vezes para senador.

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O quinto entrevistado é Luis Carlos Heinze, 68, do PP. Heinze nasceu em Candelária, no Vale do Rio Pardo. Ocupa o quinto mandato na Câmara dos Deputados, sendo o mais votado em 2014, e foi prefeito de São Borja de 1993 a 1996. Chegou a ser anunciado como pré-candidato a governador pelo partido, mas o PP desistiu de lançar nome ao governo e decidiu apoiar o PSDB, após a senadora Ana Amélia Lemos (PP) aceitar ser a candidata a vice-presidente na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência. Recentemente, Heinze manifestou apoio ao candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), concorrente de Alckmin.

1. Qual o principal problema que o RS enfrenta, na sua opinião?
Tenho dito faz tempo: o Rio Grande do Sul perdeu espaço e dinheiro. A dívida do Estado com a União consome cerca de 30% do nosso orçamento anual. Dinheiro que falta para a educação, saúde, segurança e até para pagar o funcionalismo. Só o que o Rio Grande tem a receber da Lei Kandir (que isenta de ICMS produtos e serviços destinados à exportação) representa cerca de 80% do que devemos. Precisamos acabar com a injustiça dessa dívida e permitir que o Estado possa voltar a crescer, se desenvolver e gerar oportunidades para todos os gaúchos.

2. Qual a principal bandeira que o senhor pretende levar para o Senado?
Os principais anseios da população atualmente são o combate à corrupção, segurança, saúde e educação. Esses três últimos passam pela renegociação da dívida com a União. No Senado, vou liderar um movimento nacional e reunir governadores, deputados e senadores de todos os Estados que devem para o governo federal. Não é uma comitiva de um governador que vai resolver. É a pressão de mais da metade do país que vai solucionar definitivamente esse impasse. Defendo a revisão do Estatuto do Desarmamento, o que devolveria ao cidadão de bem o direito à autodefesa. No combate à corrupção, como já fiz na Câmara, trabalharei contra o foro privilegiado.

3. Qual sua posição sobre o regime de recuperação fiscal?
Não faria o acordo (de renegociação com    a União nos termos propostos), porque acredito que temos de discutir melhor a Lei Kandir. Como senador, vou trabalhar por esse encontro de contas. Temos de usar a força política dos Estados que são devedores e que têm dinheiro a receber para forçar isso.




 
 
 
 
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