"Recuperação fiscal é só parte da solução", diz Eduardo Leite, em Caxias do Sul - Notícias de Eleições - Política: deputados, prefeitos e mais - Pioneiro
 

Eleições 201815/10/2018 | 18h21Atualizada em 15/10/2018 | 18h27

"Recuperação fiscal é só parte da solução", diz Eduardo Leite, em Caxias do Sul

Candidato do PSDB, Eduardo Leite, disse que "está confiando" no candidato à Presidência, Jair Bolsonaro (PSL) 

"Recuperação fiscal é só parte da solução", diz Eduardo Leite, em Caxias do Sul Antonio Valiente/Divulgação
Foto: Antonio Valiente / Divulgação

O candidato ao Governo do Estado pelo PSDB, Eduardo Leite, criticou ontem na Câmara de Indústria Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul a principal alternativa do Governo Sartori para recuperar as contas do governo estadual, a assinatura do Regime de Recuperação Fiscal. Segundo o tucano, a medida não resolve os problemas do Estado, mas é apenas parte da solução.

_ O Plano de Recuperação Fiscal é deixar de pagar a conta. Temos que colocar o Estado para crescer e tirar o Estado dos ombros de quem empreende. 

Leite palestrou na reunião-almoço, a convite da CIC, sobre Perspectivas para o Rio Grande do Sul. No evento, o tucano apresentou seu currículo, as principais ações realizadas à frente da Prefeitura de Pelotas, mostrou os números do orçamento do governo estadual, os gastos com a folha de pagamento e com os investimentos. Ele também criticou a gestão do governador José Ivo Sartori (MDB) e comentou sobre o modelo de governo que pretende adotar caso seja conduzido ao Piratini. Antes da palestra, o presidente da CIC, Ivanir Gasparin, entregou ao candidato um documento com as principais propostas da entidade empresarial.

Segundo o candidato tucano, seu projeto é focado na competitividade para o Estado e está dividido em cinco pilares: investimentos privados em infraestrutura, redução da burocracia de licenças e alvarás, revisão da carga tributária (redução das alíquotas de ICMS), recuperar a educação e garantir a reposição do efetivo da segurança todos os anos.

Após a palestra, Leite concedeu entrevista coletiva.

Jair Bolsonaro e a democracia
"Eu confio nas manifestações apresentadas de apreço à democracia pelo candidato recentemente. Temos duas candidaturas. Eu não vi autocrítica do PT em relação à corrupção, pelo contrário eu vejo o candidato (Fernando) Haddad indo ao presídio para buscar conselhos de alguém que foi condenado pela Justiça. Não só não fazem autocrítica como continuam tendo como referência alguém condenado. Do outro lado, o candidato Bolsonaro eu vi sua manifestação de apreço e de respeito às instituições e estou confiando na sua manifestação e, principalmente, na certeza de que não pode retornar o PT ao poder que seria também antidemocrático na minha visão. O PT demonstra apreço por regimes totalitários, ditaduras ao redor do mundo, então não são exemplo de apreço à democracia. Nós lutamos no primeiro turno para que a candidatura do nosso partido estivesse no segundo turno e agora entre as duas opções só resta uma alternativa, que é não deixar o PT voltar ao poder, que é a candidatura de Jair Bolsonaro."

Ideias de Bolsonaro
"A eleição do segundo turno é plebiscitária. Tem dois caminhos possíveis. Por exclusão a um caminho que não pode retornar ao poder para governar o país, só resta uma alternativa que é a candidatura de Jair Bolsonaro. Estou seguro disso."

Declarações de Bolsonaro
"Eu mantenho as minhas convicções. Respeito a diversidade, a cultura da tolerância, uma política feita com amor e não com ódio. Continuarei defendendo esses valores sempre e independentemente de quem vier a ocupar o poder. Estamos entre duas alternativas: uma que condenou 13 milhões de pessoas ao desemprego, quebrou o país, provocou mortes, redução da qualidade de vida, redução de renda. Temos que nos manter vigilantes em relação a direitos essenciais da população, a liberdades individuais, a tolerância, e construir um caminho de respeito entre as pessoas. Nisso não arredo o pé das minhas convicções."

Votos de PT e PDT
"Estamos buscando votos de todos aqueles que entendem que o Rio Grande do Sul não pode mais continuar como está. A população gaúcha e brasileira já disse que não quer mais o que está aí. Os eleitores de Miguel Rossetto, Jairo Jorge e dos outros candidatos estão convidados para vir conosco porque também rejeitaram a votar no candidato da situação."

Educação, saúde e a PEC do Teto
"A PEC do Teto de Gastos seria desnecessária se nós não tivéssemos no país o PT. O PT é o partido que aumenta gastos acima do crescimento da receita e essa PEC foi feita para dar uma resposta a quem investe no país para retomar a confiança e para o equilíbrio das suas contas. Nós vamos buscar na negociação da dívida com a União estabelecer os critérios razoáveis que permitam o encontro das contas do Estado com a União, mas sem afetar a qualidade dos serviços públicos para a população especialmente setores estratégicos como o da segurança pública."

Infraestrutura
"Na infraestrutura rodoviária temos a necessidade de investimentos de cerca de R$ 25 bilhões estabelecido no Plano Estratégico de Logística e Transporte e não precisa dizer que o Estado não tem essa disponibilidade financeira. Então, cabe a nós chamar a iniciativa privada como parceira para viabilizar esses investimentos."

Carga tributária
"Não podemos promover redução abrupta de alíquotas do ICMS. Não dá para conviver mais quatro anos com o modelo atual das alíquotas de impostos. Nós vamos promover a redução das alíquotas do ICMS de forma responsável."

FRASES

"Não concorri à reeleição porque acho que a reeleição é um problema para o nosso sistema político brasileiro. As negociações que se impõem para quem quer governar (...) elas se dão dentro do gabinete oficial, e o governo passa a ser um balcão de negócios para a expectativa pessoal do governante".

"O povo gaúcho e o povo brasileiro deram o recado nas urnas. Não querem mais o que está aí. O que está aí não entrega os resultados que a população demanda".

"Vamos garantir o investimento para o Aeroporto de Vila Oliva. Esse projeto se paga porque o Estado faz a desapropriação e depois através da concessão com o setor privado viabiliza o ressarcimento do próprio valor para o Estado."



 
 
 
 
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