Política de segurança passará pelo candidato a vice Ranolfo Vieira Júnior (PTB) - Notícias de Eleições - Política: deputados, prefeitos e mais - Pioneiro
 

Entrevista25/10/2018 | 07h00Atualizada em 25/10/2018 | 13h38

Política de segurança passará pelo candidato a vice Ranolfo Vieira Júnior (PTB)

"O Regime (de Recuperação Fiscal), do jeito que está, nós nunca vamos passar, nos próximos anos dos 15 mil policiais atuais", diz o candidato

Política de segurança passará pelo candidato a vice Ranolfo Vieira Júnior (PTB) Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Embora tenha sua vida dedicada à segurança pública, Ranolfo Vieira Júnior (PTB), candidato a vice de Eduardo Leite (PSDB) ao Governo do Estado, não pensa em assumir a Secretaria de Segurança caso seja eleito. Dificilmente aceitaria a posição, adianta. Nomes e funções, aliás, não estão, segundo ele, em debate no momento. O foco, agora, é vencer a eleição. 

Mas, obviamente, em um eventual governo, as questões relacionadas ao tema passarão por sua análise devido à sua experiência. Servidor público na função de policial civil, ele foi chefe da Polícia Civil no Governo Tarso Genro e secretário municipal de Segurança Pública de Canoas na gestão do prefeito Luiz Carlos Busato (PTB). Confira trechos da entrevista: 

Se eleito, qual será o seu papel como vice? Irá ocupar alguma secretaria?
O esteio dessa composição com o PSDB é exatamente a participação do candidato a vice-governador, se eleito, do governo como um todo. Nós queremos que esse governo seja a quatro mãos. O que muito nos tranquilizou foi o histórico do Eduardo Leite. Lá em Pelotas, enquanto prefeito, governou a quatro mãos com a sua vice-prefeita Paula Mascarenhas. Como o próprio Eduardo é contra o instituto da reeleição aos cargos do Executivo, a Paula acabou sendo a candidata e sendo eleita. Dito isso, quero dizer que quero sim ser o vice-governador que atue diretamente ao lado do governador, para todo o governo. Claro que não vou querer tomar o lugar do governador. O que nós acertamos desde o primeiro momento é que a política institucional da segurança pública, com mais razão ainda, passa pelo vice-governador, exatamente pela minha origem. As pessoas perguntam: "Vem cá, tu vai acumular o cargo de vice com o de secretário de Segurança?" Nós não pactuamos nada nesse sentido. Não se fala em nomes nesse momento. Posso adiantar que muito dificilmente aceitaria essa posição. 

Quais são suas ideias para a segurança pública do RS?
A primeira coisa é dar segurança a quem dá segurança. Servidores da segurança pública não podem, por exemplo, não saber quando irão receber seus vencimentos. Da mesma forma, o cuidado que tem de se ter especialmente em relação à formação continuada dos operadores da segurança pública. A segunda questão, para curto prazo, seria aplicar o que chamamos de tripé da segurança pública, formado por três Is: integração, inteligência e investimento. Integração (de todos os órgãos da segurança pública, nas três esferas de governo). Queremos instituir, no primeiro dia de governo, um plano estadual de segurança. Segundo I é inteligência, com planejamento e integração dos sistemas existentes, monitoramento de câmeras, por exemplo. E a terceira é o investimento (em equipamentos, no operador da segurança pública, na sua formação). É comum nos governos, acabam puxando o freio de mão nos primeiros anos e no quarto ano fazem essas grandes admissões, o que  precariza a formação. A médio prazo, há uma tendência forte de que venhamos a separar a segurança pública da administração do sistema penitenciário. Temos de abrir vaga em presídio. Há uma tendência de que a gente venha a criar a Secretaria da Administração Penitenciária. A longo prazo, a prevenção, com integração dos serviços que o Estado presta. Se não, vamos ficar enxugando gelo. Outra questão é melhorar o atendimento do cidadão nos órgãos policiais. Não podemos admitir que o cidadão tenha o veículo roubado, esse veículo é localizado, apreendido, vai para o depósito, leva não sei quantos dias para a perícia e não sei mais quantos dias para liberar o carro. 

Há necessidade de mais efetivo policial e como será possível, já que Regime de Recuperação Fiscal restringe as contratações?
Nós concordamos com o acordo com a União, não é uma bala de prata, não vai resolver por si só o problema do Estado, mas nós discordamos de algumas cláusulas, e uma delas é essa, a que admite, tão somente, a contratação de novos policiais naqueles casos que entrarem em vacância. Ou seja, hoje eu tenho 15 mil policiais e nós deveríamos ter 30, 32 mil, e assinar o Regime do jeito que está, nós nunca vamos passar, nos próximos anos, dos 15 mil atuais. Claro que eu não posso dizer que daqui quatro anos vou elevar o efetivo da Brigada de 15 para 30 mil. Não tem como, mas nós queremos fazer essa recomposição planejada e responsável.

O Pioneiro solicitou entrevista ao candidato a vice-governador na chapa de José Ivo Sartori (MDB), José Paulo Cairolli (PSD) oferecendo o mesmo espaço. Até o fechamento da edição de quarta-feira, a coordenação de campanha não havia confirmado a entrevista.

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