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Eleições 201828/10/2018 | 22h43Atualizada em 29/10/2018 | 10h20

O futuro de José Ivo Sartori

Lideranças apostam em descanso ou que o emedebista poderia ocupar cargo do governo de Jair Bolsonaro 

O futuro de José Ivo Sartori Carlos Macedo/Agencia RBS
Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS
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Os gaúchos mantiveram a tradição de não reeleger o governador de Estado. A derrota de José Ivo Sartori (MDB) põe fim a uma série de quatro eleições vitoriosas do emedebista: deputado federal (2002), prefeitura de Caxias do Sul (2004/2008) e governador (2012). A última perda de Sartori foi para Pepe Vargas na eleição à prefeitura de Caxias em 2000.

Com o fracasso, Sartori elegeu sua prioridade após o processo eleitoral: cuidar da  saúde. No final de setembro, o candidato à reeleição foi forçado a interromper as atividades de campanha para tratar um quadro respiratório viral agudo. Nos últimos dias, Sartori apresentou uma rouquidão devido a uma sinusite aguda fúngica.

Aos 70 anos, o futuro político de Sartori ainda é incerto. Dificilmente estaria disposto a concorrer a prefeito novamente. Uma alternativa seria a eleição para o Senado, mas teria que aguardar o próximo pleito em 2022.

Lideranças políticas próximas de Sartori lamentaram a derrota nas urnas, mas ressaltam a condução à frente do Piratini.  Eles garantem que Sartori pode ser candidato ao cargo que desejar.

Atrás nas pesquisas, a coordenação de campanha decidiu apostar na popularidade do candidato à Presidência, Jair Bolsonaro (PSL),  do senador eleito, Luis Carlos Heinze (PP) e dos recordistas de votos,  deputado federal eleito, Marcel Van Hatten (Novo) e deputado estadual eleito, tenente-coronel Luciano Zucco (PSL). Sartori diminuiu a vantagem de Eduardo Leite (PSDB), mas não foi o suficiente para vencer a eleição.

O ex-deputado federal Mauro Pereira (MDB) garante que Sartori ainda tem a contribuir com a política partidária, mas sem indicar o caminho.

– Com certeza ele tem futuro político. O futuro dele é andar de cabeça erguida e ciente do dever cumprido. Ele fez uma campanha sem promessas. Quem perdeu foi a sociedade rio-grandense de não ter um homem preparado, equilibrado e transparente para continuar como governador, mas temos que respeitar a opinião da população.

O presidente do MDB caxiense, vereador Paulo Périco, diz que Sartori pode dar um tempo para a política, mas não descarta que Bolsonaro o convide para ocupar um cargo no governo federal.

– Sinceramente, não sei se ele gostaria de disputar daqui a dois anos (nas eleições municipais). A não ser que o novo presidente Bolsonaro de repente convide ele para alguma coisa.

Segundo Périco, o compromisso de Sartori era de comandar o Estado por mais quatro anos para terminar seu projeto para o Rio Grande do Sul:

– Acho que ele vai se acalmar, jogar carta, ir para a colônia e tomar um vinho.

"Pode contar com a minha colaboração"

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 28/10/2018. Atual Governador do Rio Grande do Sul e candidato à reeleição para o Governo do Estado pelo MDB, José Ivo Sartori vota no Colégio La Salle Carmo, em Caxias do Sul, no segundo turno das eleições 2018. (Diogo Sallaberry/Agência RBS)
Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

Após parabenizar, por telefone, o governador eleito, Sartori concedeu entrevista coletiva. Por 10 minutos, saudou a equipe de governo e de campanha. Sartori afirmou que o resultado mostrou que o Rio Grande está no rumo certo, usando o slogan de sua campanha.

– Quem ganhou foram as gaúchas e gaúchos. Ganhar ou perder na democracia deve ser sinal de conciliação, fraternidade e também de humildade. A eleição mostrou que o Rio Grande do Sul está no rumo certo e o retrocesso foi rejeitado.

Sartori disse ainda que os eleitores entenderam que a mudança precisa de renovação.

– Cabe ao Eduardo ter espírito público para dar continuidade aos bons projetos e imprimir seu estilo. Aceito a decisão da população.

Por fim, o candidato derrotado ressaltou a votação competitiva do segundo turno e colocou-se à disposição para contribuir com o novo governo.

– Estou honrado de chegar ao final desta eleição não só com uma votação competitiva, mas de poder olhas para os gaúchos e para a minha família de cabeça erguida e com paz de espírito.

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