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Eleições 201827/10/2018 | 10h34Atualizada em 27/10/2018 | 10h34

Mirante: momento decisivo exige participação neste domingo

Eleitor escolhe entre candidatos de extremos, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT)

Mirante: momento decisivo exige participação neste domingo STR / AFP/AFP
Foto: STR / AFP / AFP

 O eleitor não pode deixar de se manifestar por meio de seu voto neste domingo (28). Não votar é "lavar as mãos". Ainda que nenhum dos dois candidatos o contemple — e, de fato, exceto aos mais apaixonados, os extremos a que se chegou nesta eleição presidencial impõem a dificuldade a uma parcela de eleitores de se ver representada —, não deve-se desperdiçar o uso da ferramenta que possibilita escolher o comando do país nos próximos quatro anos.

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Esta eleição tem se amparado muito mais em valores do que na discussão de propostas concretas. O combate à corrupção foi o motor principal, numa campanha eleitoral feita principalmente pelas redes sociais e proliferação de fake news, especialmente pelo WhatsApp — considerado um fenômeno devido à proporção alcançada.

É uma eleição dura diante da divisão da sociedade e suas consequências. É fato que o resultado que sairá das urnas neste domingo, seja qual for, manterá os ânimos acirrados. Portanto, o presidente eleito, além das necessidades do país que envolvem questões econômicas e sociais, terá a missão urgente de acalmar e aglutinar a sociedade. O ódio que veio com toda a força nesta eleição não pode persistir.

Passada a disputa, é preciso se conscientizar em encerrar a polarização, embora a tarefa seja difícil.

Os dois lados

A busca pelo Palácio do Planalto tem de um lado a chapa com o deputado federal e capitão da reserva Jair Bolsonaro (PSL), que passou a ser chamado de “mito” por uma grande massa de brasileiros. Saber explorar o antagonismo ao PT e partidos de esquerda, que emergiu com força na disputa de 2014, prosseguindo com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e a prisão do ex-presidente Lula, e falar o que seus seguidores querem ouvir, são seu maiores trunfos. E está na liderança. Sua marca é a de mãos simulando uma arma.

Alvo de um atentado a faca em 6 de setembro, fez sua campanha basicamente pelas redes sociais e algumas entrevistas. Não aceitou ir a debates no segundo turno. Bolsonaro, assim como seu vice o general Hamilton Mourão (PRTB), é autor de declarações que passam por questões referentes a negros, gays, mulheres, nordestinos, por exemplo, além de uma clara posição de banir os adversários de esquerda.

Do outro lado, Fernando Haddad (PT), ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação. De vice na chapa montada por Lula de dentro da cadeia, assumiu o posto de presidenciável com a impugnação da candidatura do ex-presidente. Embora preso por corrupção, Lula é detentor de um capital político que projetou Haddad para o segundo turno. Porém, o candidato levou junto o estigma de “fantoche”, com um primeiro turno tendo Lula como protagonista na campanha petista.

Professor, seu lema defendido na campanha é um livro numa mão e uma carteira de trabalho na outra. Haddad não teve sucesso na formação de uma frente democrática no segundo turno, angariando apoios tímidos de alguns partidos. Na reta final, o voto em Haddad passou a ser defendido como um posicionamento pela democracia. O problema é a dificuldade de descolar o partido e todas suas máculas do candidato.

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