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Eleições 201809/10/2018 | 09h36Atualizada em 09/10/2018 | 13h56

Mirante: governador Sartori, ex-PCB, agora apoia Jair Bolsonaro

MDB recomenda o voto dizendo que rejeita a corrupção, a impunidade e a manipulação da política

Mirante: governador Sartori, ex-PCB, agora apoia Jair Bolsonaro Félix Zucco/Agencia RBS
Sartori quer colar na projeção do presidenciável Foto: Félix Zucco / Agencia RBS

O apoio do governador José Ivo Sartori (MDB) a Jair Bolsonaro (PSL) é, no mínimo, contraditório à sua trajetória política. O MDB foi rápido para colar na projeção do presidenciável.

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Vale lembrar que Sartori surgiu no movimento estudantil e atuou na clandestinidade do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Em 1974, quando vigorava o bipartidarismo, ingressou no MDB, que aglutinava as oposições. No site do governo do Estado, consta: "desde cedo, Sartori interessou-se pelas causas coletivas, o que o levou a ser líder de movimentos estudantis e a combater a ditadura militar nos anos 1960. [...] Ele e Maria Helena (esposa) foram sempre ativos politicamente no meio acadêmico, onde lideraram movimentos de resistência ao regime militar."

Em 2018, na ânsia de conquistar o segundo mandato ao Piratini, o ex-comunista dá uma guinada à direita conservadora. Ao mesmo tempo, o PT do derrotado Miguel Rossetto já anunciou que não apoiará nem Sartori, nem Eduardo Leite (PSDB), declarando-se oposição aos dois.

Nota do MDB

Em nota nas redes sociais de Sartori, o MDB gaúcho, presidido pelo deputado federal Alceu Moreira, diz que rejeita a corrupção, a impunidade e a manipulação da política. Está de volta o discurso de que o MDB daqui não tem nada a ver com o nacional.

O texto fala em ideais na ação do governo de Sartori, como honestidade, combate à corrupção, respeito à lei e à ordem, valorização da família, o combate à criminalidade, o estímulo ao empreendedorismo das forças produtivas na geração de emprego e renda e à preservação da democracia.

As divergências entre o MDB e o PT são amplamente conhecidas, óbvio que não estariam juntos. Até porque o PT jamais iria querer Sartori fortalecido. Mas o MDB falar em democracia ao lado do general Hamilton Mourão (PRTB), que diz que não houve ditadura no Brasil, fica estranho.

Da coligação de Sartori, o PSD do vice José Paulo Cairoli também defende a aliança informal com o PSL de Bolsonaro. O PSB manifestou restrição. Assim, foi decidido que o documento é apenas uma recomendação. 

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