Jovem de Caxias do Sul depõe na Polícia Federal por suposto crime eleitoral - Notícias de Eleições - Política: deputados, prefeitos e mais - Pioneiro
 

Operação Olhos de Lince24/10/2018 | 16h41Atualizada em 24/10/2018 | 16h42

Jovem de Caxias do Sul depõe na Polícia Federal por suposto crime eleitoral

Cidade foi única no Estado entre nove de todo o país a receber operação deflagrada de forma simultânea

Jovem de Caxias do Sul depõe na Polícia Federal por suposto crime eleitoral Diorgenes Pandini/Agencia RBS
Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS
Pioneiro
Pioneiro

Uma jovem de 19 anos prestou depoimento e teve materiais eletrônicos apreendidos pela Polícia Federal por suposta prática de crime eleitoral em Caxias do Sul, que está sendo investigada. A ação integrou a Operação Olhos de Lince, realizada pelo Centro Integrado de Comando e Controle Eleitoral (CICCE) em sete cidades do país, de forma simultânea. 

Leia mais
PF deflagra operação que combate crimes eleitorais em Caxias do Sul

Ao todo, no Brasil, nove pessoas foram intimadas e assinaram termos circunstanciados por violação de sigilo do próprio voto ou ameaça de morte a candidatos à Presidência da República. Apenas quatro casos tiveram ações de busca e apreensão, incluindo o de Caxias.

A Polícia Federal não informou o nome da jovem  investigada  e nem qual foi o crime no qual foi enquadrada. Após ser ouvida, ela foi liberada. A caxiense teve um celular e um notebook apreendidos pela PF. Os equipamentos conteriam arquivos (imagens e vídeos) que comprovariam a natureza dos delitos e a materialidade do crime.

— Há vídeos e fotos que comprovam os crimes. As pessoas pensam que gozarão de anonimato na internet, mas, mesmo que tenha perfil fake, a Polícia pode investigar a origem das ameaças e chegar a elas — destacou em entrevista coletiva o delegado do Centro Integrado de Comando e Controle Eleitoral (CICCE), Flávio Maltez Coca.

As ações foram realizadas de forma pontual e, segundo o delegado, não há indícios de que essas pessoas pertençam a grupos maiores que estejam envolvido com ações planejadas.

— São pessoas que agem individualmente, mas que criam riscos, pois na internet as coisas viralizam, se replicam, ganham notoriedade — acrescentou.

Conforme a assessoria da Polícia Federal, apesar de a ação ter sido pontual, outras investigações estão em andamento. A identificação da jovem intimada em Caxias teria ocorrido a partir de denúncia. Outros casos estavam sendo monitorados pela PF via redes sociais.

Em casos de violação do sigilo do voto, em que eleitores teriam registrado em foto ou vídeo o procedimento nas urnas, a confirmação do delito deu-se por exame prosopográfico, que consistiu no reconhecimento das mãos dos autores por meio das imagens. Embora a violação do sigilo seja considerado um crime de menor potencial ofensivo e, portanto, não gere inquérito, a assinatura do termo circunstanciado configura registro de crime federal.

Além de Caxias, a operação foi realizada nas cidades de São Paulo (SP), Sorocaba (SP), Uberlândia (MG), Juiz de Fora (MG), Varginha (MG) e Recife (PE). 

DENÚNCIAS

Denúncias de crimes eleitorais como violação de sigilo de voto e ameaças contra candidatos podem ser feitas pelo link do TRE ou por meio do aplicativo Pardal, que pode ser baixado na AppStore e PlayStore.

Leia também
Mirante: Haddad aguarda por manifestação de Ciro Gomes
392 mil eleitores estão aptos a votar no segundo turno das eleições em Caxias
Pepe Vargas deixa Câmara Federal e assume cadeira na Assembleia Legislativa a partir de janeiro





 
 
 
 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros