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Presidência07/10/2018 | 22h14Atualizada em 07/10/2018 | 22h14

Jair Bolsonaro (PSL) lidera em todas as cidades da Serra

Liderança local aposta na migração de votos dos moderados

Jair Bolsonaro (PSL) lidera em todas as cidades da Serra Lucas Amorelli/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS
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Jair Bolsonaro e apoiadores não estão sorridentes à toa. O resultado das urnas em todo o país é melhor do que previam analistas, embora menos do que ele projetava. Na Serra, o candidato do PSL saiu vitorioso em todas as cidades. Em Caxias do Sul, por exemplo, conquistou 61,85% dos votos válidos - 158,2 mil votos (apuração até as 22h de domingo). Em Bento Gonçalves, o número foi ainda maior: 71,3% dos válidos. Antônio Prado, Canela, Flores da Cunha, Gramado, São Marcos, Vacaria e outras tantas também optaram pelo candidato do PSL.

Os números que deram o primeiro lugar a Bolsonaro são reveladores. Os 49,01 milhões de votos (apuração até as 22h de domingo) para o parlamentar representam apenas 6,9 milhões de votos a menos do que a totalidade recebida por todos os outros 12 candidatos, ou 61% a mais do que o rival do segundo turno, Fernando Haddad (PT), que obteve 30,72 milhões de votos. É o terceiro melhor resultado de um candidato a presidente no primeiro turno desde 1989, ano em que as eleições diretas voltaram a ocorrer no Brasil após o fim do regime militar. A diferença de 17% de votos a mais em relação a Haddad só perde para a eleição de Lula, que obteve 23% a mais de votos em comparação ao segundo colocado em 2002, e para Fernando Henrique Cardoso, que recebeu 21,3% a mais dos votos em relação ao segundo colocado, em 1998. Fernando Henrique garantiu um segundo mandato ainda no primeiro turno. Lula, por sua vez, só ganhou no segundo turno. 

É reflexo da campanha de um candidato cuja escalada foi a mais estável e mais ascendente entre os demais, conforme apontaram as pesquisas. Sandro Fantinel, presidente do PSL em Caxias do Sul, aposta na migração de votos dos outros candidatos para garantir a eleição de Bolsonaro. 

— A gente acredita que os eleitores do João Amôedo e do Álvaro Dias, que têm ideologias muito próximas a de Jair Bolsonaro, e grande parte dos eleitores de Alckmin, Meirelles e Cabo Daciolo vão vir com a gente porque eles não querem o PT. Haddad teve os números do Lula, os votos que Lula sempre teve. Não acredito que ele consiga passar dessa numeração aí — diz Fantinel. 

A grande questão é que candidato é esse que vem pela frente. Se o primeiro turno mostrou um Bolsonaro polêmico e afeito a discursos conservadores e estimulador de intrigas com mulheres, negros e movimentos como o LGBT, ontem Bolsonaro parecia ter colocado o pé no freio e afirmou que acataria o resultado da eleição, fosse ele ou outro beneficiado. Se ele não compareceu aos debates com os outros candidatos no primeiro turno, ontem admitiu que pretende enfrentar o rival Haddad nos debates do segundo turno. Contudo, no pronunciamento pelo Facebook logo após a confirmação dos resultados, o candidato voltou a questionar o voto pela urna eletrônica dando a entender que ele deveria ter sido eleito ainda ontem:

— Faltam três semanas para o segundo turno, vamos junto ao TSE buscar soluções para isso que aconteceu. Tenha certeza que se tivesse confiança no voto eletrônico, já teríamos o nome do presidente da República no dia de hoje _ disse o candidato, que também pregou um país unido, mencionou o apoio parlamentar para governar o Brasil e o objetivo de reduzir o tamanho do Estado para combater a corrupção e também promessa de atacar a insegurança.

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