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Eleições 201801/10/2018 | 10h42Atualizada em 01/10/2018 | 11h38

11 temas para Miguel Rossetto, candidato ao governo do RS

Veja o que o candidato do PT ao governo do Estado pensa sobre assuntos como regime de recuperação fiscal e aeroporto de Vila Oliva

11 temas para Miguel Rossetto, candidato ao governo do RS Júlio Cordeiro/Agencia RBS
Foto: Júlio Cordeiro / Agencia RBS
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O Pioneiro está publicando, em ordem alfabética, entrevistas com os candidatos ao Piratini. Onze temas foram apresentados a eles, e o quinto a responder é Miguel Soldatelli Rossetto, 58 anos, do PT. Sociólogo e sindicalista, ajudou a fundar a CUT e o PT. Foi ministro do Desenvolvimento Agrário, da secretaria-geral da Presidência e do Trabalho e Previdência Social nos governos petistas. Foi vice-governador no Governo Olívio Dutra.

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1. Regime de Recuperação Fiscal
"O melhor remédio para as finanças do Rio Grande do Sul é a recuperação econômica. A proposta do (presidente Michel) Temer e do (governador José Ivo) Sartori aprofunda os problemas fiscais. Adia o pagamento da dívida e não há nenhuma redução da dívida, portanto, é transferir esse pagamento para o futuro. Não é correto quando Sartori diz que vai poupar R$ 11 bilhões. Esses valores serão pagos daqui a três anos pelo povo gaúcho e ao mesmo tempo já não pagamos essa dívida por decisão judicial. Não há nada de novo em relação à exigência imposta. Essa proposta é ruim para o Estado e para o povo gaúcho. Proíbe a contratação de novos servidores. O Rio Grande do Sul tem 8.500 policiais a menos. É inaceitável continuar sem contratação de policiais e professores e exige (o regime de recuperação fiscal) a venda do patrimônio público. É um mau acordo para o Rio Grande."

2. Aeroporto de Vila Oliva
"É importante. Temos que dar sequência a todas as tratativas de implantação do aeroporto aqui em Caxias e na região. Nós temos um compromisso do governo do Estado com a prefeitura de Caxias. Eleito governador, vamos sentar e enfrentar esse tema."

3. Repasse para hospitais
"É fundamental. O Governo Sartori não só não paga salários em dia, como tem atrasado permanentemente algo em torno de R$ 480 milhões para hospitais e prefeituras. É um prejuízo enorme para a população nos últimos três anos, onde 1.440 leitos saíram do Sistema Único de Saúde. Aumentaram as filas, a população não consegue cirurgias, atendimentos especializados. É gravíssima a situação da saúde. Nós vamos chamar prefeitos, conselhos estaduais e municipais dos hospitais conveniados e reorganizar o planejamento financeiro. Vamos regularizar os repasses para o Sistema Único de Saúde, hospitais e prestadores de serviços."

4. Estradas
"Temos que assegurar as estradas estaduais seguras, com padrão de manutenção adequado, coisa que não existe hoje. Na Serra Gaúcha, vamos retomar investimentos. Como exemplo, eu cito a RS-122. Não é aceitável que o maior polo econômico do Rio Grande do Sul, (a ligação) Caxias/Porto Alegre não tenha a 122 totalmente duplicada. Vamos duplicar a 122 entre São Vendelino e Farroupilha."

5. Piso do magistério
"O compromisso que eu tenho assumido é de pagar o salário em dia. São 33 meses de salários atrasados, de professores indo para a escola sem saber quando recebe e o que recebe, preocupados com aluguel e conta de luz atrasados. É muito difícil podermos imaginar a condição de trabalho de um profissional nessa instabilidade. É prioridade absoluta, portanto, o pagamento dos salários em dia. Não se faz uma boa educação, uma boa escola, sem valorizar e respeitar esses profissionais."

6. Parcelamento dos salários dos servidores
"O Estado tem dinheiro para pagar o salário em dia. Governar é fazer opções, eu já fiz uma opção: nós vamos pagar salário. A partir daí, (vamos) melhorar o serviço público, uma boa escola pública, com sistema de segurança pública que traga paz para a população e que nós possamos sair dessa criminalidade e violência assustadora no Estado do Rio Grande do Sul."

7. Impostos
"Temos que reduzir a estrutura tributária do Rio Grande do Sul. Essa redução vai se dar a partir do desempenho da economia. Vou proteger a nossa indústria e economia. Temos que estar muito atentos à questão fiscal com o desempenho da nossa economia e da nossa indústria."

8. Crime organizado
"Vamos trabalhar com polícias integradas, com a recomposição de efetivo. Não se faz mais segurança com menos policiais. O Governo Sartori retirou quase 5 mil policiais das ruas dos municípios do Rio Grande do Sul, portanto, essa redução de policiais é a responsável por esse aumento absurdo da criminalidade e da violência aqui na Serra. Na Serra, a diminuição do efetivo policial foi de 20%, e o resultado é essa criminalidade e violência que assusta a população. Vamos recuperar o efetivo. Quero uma nova estratégia de segurança, quero uma polícia preventiva e recuperar o policiamento comunitário, a Brigada Militar em bairros e vilas apoiando a população. Eu quero uma Polícia Civil investigando cada vez mais. Mais serviços de inteligência integrados entre Polícia Militar e Polícia Civil, portanto, atuando em caráter preventivo, atuando no combate ao tráfico de drogas, no combate ao roubo de carros e celulares. E por fim, no meu governo, as facções não irão controlar os presídios que se tornaram escolas do crime. Vamos mudar radicalmente a política prisional, e o Estado vai voltar a ter o controle dos presídios."

9. Desenvolvimento econômico
"Essa é a prioridade absoluta. A prioridade absoluta do governo será a recuperação econômica, do trabalho e do emprego. Hoje são 500 mil gaúchos desempregados, o nível de desemprego é insustentável. O Estado está há três anos em recessão econômica e temos uma redução de quase 8% na economia gaúcha nos últimos três anos. O Brasil precisa voltar a crescer, por isso são importantes as escolhas nacionais. O Rio Grande do Sul precisa voltar a crescer. O crescimento se faz com investimentos do Banrisul, do BRDE, que serão instrumentos importantes para fomentar o nosso desenvolvimento. Vamos buscar investimentos privados para o Estado do Rio Grande do Sul, vamos buscar investimentos federais e financiamentos federais e internacionais para a retomada do crescimento. Da agricultura à indústria, das cooperativas a todas as iniciativas dos novos empreendedores, serão apoiadas pelo nosso governo com incentivos fiscais adequados, corretos e com estímulos de crédito. Da agricultura às novas startups, dos polos de tecnologia à indústria tradicional metalmecânica, vamos trabalhar com todos os recursos que dispomos para a economia voltar a crescer. É ela (a economia) que vai recuperar as finanças do Estado, o trabalho e o emprego no Rio Grande do Sul."

10. Privatização do Banrisul
"O Banrisul tem que continuar dos gaúchos, funcionando bem, presente nos municípios e investindo na nossa economia. As estatais, como todo governo, devem ser bem administradas com resultados positivos, emprestando um bom serviço à população. Todas as estatais devem ter resultados positivos e prestar um bom serviço à população."

11. Serra Gaúcha
"Vou entregar mais a Caxias e à Serra Gaúcha. A Serra Gaúcha trabalha e produz riqueza para o Rio Grande do Sul, e o retorno do atual Governo do Estado é mínimo. Vamos retornar com escolas públicas qualificadas, uma boa escola pública para a juventude da região, um sistema de saúde melhor, e vamos organizar centros regionais de especialidades. Chega das filas longas, a população não consegue fazer um exame, não consegue fazer uma cirurgia, não consegue uma consulta especializada. Vamos recuperar o efetivo das polícias. Não é aceitável a população de Caxias e da Serra conviver com esse medo da violência. Vamos recuperar o ambiente de paz, retomar os investimentos para gerar o maior trabalho, emprego e recuperar as estradas, como exemplo fundamental a duplicação da 122. Vamos devolver mais a Caxias e à Serra Gaúcha."

 SÃO LEOPOLDO, RS, BRASIL, 23-08-2018: A candidata a vice Ana Affonso (PT) em frente à Escola Estadual Villa Lobos, onde estudou. Ela foi aluna da mãe de Miguel Rossetto, seu atual colega de chapa na campanha pelo governo do RS. (Foto: Mateus Bruxel / Agência RBS)
Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS

QUEM É A VICE
:: Nome: Ana Affonso.
:: Idade: 45 anos.
:: Partido: PT.
:: Profissão: professora de Ensino Fundamental.
:: Cargos ocupados: diretora da Escola Dilza Flores Albrecht (São Leopoldo) por três anos. Presidente do Sindicato dos Professores do município de 2001 a 2003. Em 2004, eleita para a Câmara de Vereadores, sendo reeleita quatro anos depois. Em 2010, se elegeu deputada estadual com 38.525 votos.
:: Coligação: Por Um Rio Grande Justo (PT/PCdoB).

 
 
 
 
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