Projetos de penas alternativas são fundamentais para aliviar lotação em presídios - Notícias de Eleições - Política: deputados, prefeitos e mais - Pioneiro
 

Eleições 201812/09/2018 | 07h45Atualizada em 12/09/2018 | 07h45

Projetos de penas alternativas são fundamentais para aliviar lotação em presídios

Galerias com muitos presos apenas estimulam o poder das facções criminosas

Projetos de penas alternativas são fundamentais para aliviar lotação em presídios Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Assentados dia após dia na Linha Palmeiro, as paredes e os pisos moldam aos poucos o novo presídio de Bento Gonçalves. É obra importante para reverter o saturado sistema prisional da Serra. Não dá para negar também que é um projeto concebido para uma realidade do início dos anos 2000. 

Leia mais
Nova face da criminalidade exigirá investimento em tecnologia, mais policiais e inteligência na Serra  

Há três décadas, vem se exigindo a construção de mais presídios na Serra. O Estado não avançou muito e os apenados continuaram sendo amontoados, a maioria sem ocupação para a sonhada e raramente alcançada ressocialização. No mesmo período, a doutrina de uma facção paulista de arregimentar apenados numa grande organização nacional se espalhou como epidemia e inspirou criminosos a fazer o mesmo na Serra. A criminalidade, portanto, evoluiu com a precariedade do sistema prisional.

A materialização do novo presídio em Bento carrega o peso de duas décadas de reivindicações, mesma expectativa que rondou Caxias do Sul às vésperas da inauguração da penitenciária na localidade do Apanhador, há 10 anos. Em 2004, quando a mobilização ganhou corpo, o pedido de Bento Gonçalves era por uma cadeia que aliviasse a superlotação, contivesse rebeliões e moralizasse a ressocialização de presos. A atual casa prisional, no centro da cidade, está esgotada. A nova vai exigir o trabalho de 60 agentes, mão de obra em falta na região. 

Caxias do Sul agora também nutre esperanças por uma cadeia pública, com 388 vagas, a ser erguida no Apanhador, outro desafio.

— É lógico que precisamos de mais vagas, é um fato. Sendo mais pragmático e sabendo da escassez de recursos, a prioridade, porém, seria investir em projetos já estabelecidos na área de ressocialização, que nos trazem bons resultados como a Justiça Restaurativa. A Central de Alternativas Penais é um deles. Vai substituir penas com efeito melhor na punição e na ressocialização — aponta Jean Carbonera, presidente do Conselho da Comunidade, entidade ligada ao setor carcerário de 10 municípios que enviam presos para cumprir pena nos dois presídios de Caxias do Sul.

SISTEMA PRISIONAL

:: A Serra tem duas penitenciárias (em Caxias do Sul e em Lagoa Vermelha) e sete presídios (em Caxias, Bento Gonçalves, Guaporé, Canela, Nova Prata, Vacaria e São Francisco de Paula.

:: Juntas, as casas prisionais acumulam 2.840 apenados em espaços concebidos para 1.204 pessoas. Em 15 anos, apenas 480 vagas foram criadas no regime fechado na Serra.

:: O Instituto Penal de Caxias do Sul, criado para o regime semiaberto, está interditado há mais de dois anos. Com isso, cerca de 450 apenados do semiaberto cumprem pena em casa sem monitoramento eletrônico (tornozeleiras). Apenas 115 apenados têm tornozeleiras.

A Serra precisa:


QUER SABER MAIS SOBRE AS DEMANDA DA SERRA?

:: Confira aqui as sugestões para a alavancar a educação estadual

:: Confira aqui as sugestões para alavancar a saúde pública na Serra


 
 
 
 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros