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Eleições 201807/09/2018 | 06h00Atualizada em 08/09/2018 | 09h38

O que pensa Eduardo Leite sobre a educação da Serra

Candidato do PSDB ao Piratini responde 11 demandas do Pioneiro

O que pensa Eduardo Leite sobre a educação da Serra Tadeu Vilani/Agencia RBS
Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS
Pioneiro

No dia 29 de agosto, o Pioneiro publicou a primeira reportagem da série A Serra Precisa, com as principais demandas regionais para os candidatos a governador. O primeiro tema foi Educação.  

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A partir do contato da reportagem com a realidade regional e o depoimento de fontes protagonistas e especializadas na área, foram listadas 11 demandas da região. Elas foram submetidas aos candidatos a governador, que enviaram ao Pioneiro a visão que têm sobre cada um dos itens e o que pode ser feito, caso eleito.

Até as 19h de ontem, o candidato Julio Flores (PSTU) foi o único que não enviou as respostas solicitadas.

Confira o que pensa o candidatos Eduardo Leite (PSDB).

As outras quatro reportagens da série A Serra Precisa abordam os temas Saúde, Segurança, Desenvolvimento e Infraestrutura.

1. Equiparar o salário básico do professor estadual ao piso nacional
Eduardo Leite:
Nos comprometemos com a valorização dos nossos professores e a busca por uma remuneração justa. Entendemos que a reforma do Plano de Carreira atual (o RS é o único Estado com Plano anterior à Constituição Federal/88) é essencial para isso, priorizando a progressão e considerando o princípio da valorização profissional, a meritocracia, a formação continuada e condições de trabalho adequadas para o desempenho profissional. Um novo Plano de Carreira pode viabilizar o pagamento do piso nacional.

2. Manter programas de formação continuada na docência
Eduardo Leite:
Iremos proporcionar a formação continuada para atualização de conhecimentos e aperfeiçoamento dos saberes, a troca de experiências bem-sucedidas em gestão, inovação e parcerias no modelo público-privado (PPP) e convênios com parceiros estratégicos (universidades, institutos, sistema S e NTES - núcleos de tecnologia educacional).

3. Fomentar a formação de novos professores
Eduardo Leite:
Sabemos da importância, para valorizar o bom desempenho profissional, de condições materiais e aperfeiçoamento didático adequados. Manter a motivação alta e estimular a vocação será sempre prioridade em nosso governo. Na eventualidade de ingresso de novos professores, eles terão todo o treinamento para exercer suas atividades em condições adequadas. 

4. Abrir concurso público para preencher o quadro efetivo
Eduardo Leite:
Temos foco em garantir que não haja falta de professores na rede escolar. E que atuais e eventuais novos docentes terão a formação adequada para prover com qualidade a demanda de conhecimentos.

5. Conter a evasão escolar
Eduardo Leite:
Para tornar o ensino uma atividade que entusiasme o aluno, nossos métodos precisam mudar. Temos de usar a tecnologia em nosso favor, aproximar a formação do aluno à realidade contemporânea, fazer com que ele se identifique no que está aprendendo. Sem estimular a sensação de pertencimento, de que a escola é dele e lá ele se sente bem, não teremos sucesso no combate à evasão.

6. Ampliar o turno integral
Eduardo Leite:
Esse é o processo ideal para promover uma formação escolar completa. Em um Estado em que a crise financeira é profunda, no entanto, o ideal é muitas vezes inimigo do bom. O turno integral praticamente dobra o custo normal. É um processo que precisa ser perseguido, o que faremos com foco nas áreas de maior vulnerabilidade social, mas implantado com paciência e planejamento. Antes disso, temos de fazer o nosso método atual funcionar com excelência.

7. Reduzir a distorção entre série e idade do aluno
Eduardo Leite:
A distorção idade-série é a prova da ineficiência do ensino público gaúcho. Mas só poderá ser reduzida com uma mudança profunda nos nossos métodos e na reciclagem dos professores. Precisamos usar a tecnologia em favor do ensino, de novas dinâmicas pedagógicas. A escola precisa ser atrativa, receptiva e estimuladora do desejo de aprender. 

8. Modernizar as escolas públicas (laboratórios, dinâmica da pedagogia, etc)
Eduardo Leite:
No RS, a escola está ainda no Século 19, o professor tem a mentalidade do Século 20 para ensinar um aluno do Século 21. Precisamos mexer nisso, equipar as escolas com ferramentas que suportem métodos modernos de ensino, instrumentalizar e capacitar o professor. Em Pelotas, com o apoio de softwares educativos e novos laboratórios de informática, conseguimos aumentar o indicador de crianças que aprendem o adequado em matemática, por exemplo.

9. Construir escolas para inserir o jovem no Ensino Médio perto de casa
Eduardo Leite:
Temos de adequar a logística do ingresso e da continuidade do aluno na rede para que a localização de sua escola não seja um fator de desestímulo ao seu aprendizado. Em escolas novas ou nas atuais, é preciso dar sempre preferência ao aluno que mora perto. Esse não precisa ser mais um fator de evasão escolar e pode ser resolvido com bom senso e paciência.

10. Manter planejamento padrão e contínuo para reforma, modernização e ampliação de prédios
Eduardo Leite:
O que precisamos é usar a tecnologia para agilizar, atualizar e dar transparência tanto aos processos e projetos educacionais quanto à manutenção, reforma e construção de escolas. Temos de integrar os sistemas gestores para obter mais rapidamente indicadores e diagnósticos que proporcionem o replanejamento das ações.

11. Formar gestores qualificados e padronizar a administração na rede
Eduardo Leite:
A rede de educação precisa ser planejada com metas e indicadores que consigam proporcionar ações corretivas efetivas para melhorar a gestão, otimizar recursos, desburocratizar contratos, articular Coordenadorias Regionais e Coredes, descentralizar discussões plurais e aproximar todos os atores do ensino, especialmente a relação escola-família.

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