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Eleições 201807/09/2018 | 13h42Atualizada em 11/09/2018 | 13h59

Mirante: candidato diz que vai devolver o que "sobrar" de R$ 1,5 milhão do fundo partidário

Mauro Pereira (MDB), que votou contra a lei que criou o financiamento público, agora aceitou o recurso

Mirante: candidato diz que vai devolver o que "sobrar" de R$ 1,5 milhão do fundo partidário Roni Rigon/Agencia RBS
Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

O candidato a deputado federal e segundo suplente Mauro Pereira (MDB) justificou que o valor recebido do fundo partidário de R$ 1,5 milhão da direção nacional, o mesmo destinado à campanha eleitoral dos deputados titulares, deve-se ao fato dele ter ficado quase todo o mandato em exercício (de fevereiro de 2015 a abril de 2018) e pelo trabalho realizado.

Mauro disse que tudo o que sobrar será devolvido e que poderá ajudar algum candidato a deputado, se for procurado e "tiver condições". Segundo ele, vai analisar.

– Não é porque é dinheiro público que vou ficar distribuindo – declarou.

Mauro afirmou que vai gastar só o essencial, mas não quis dizer quanto será. Na campanha passada, ele gastou cerca de R$ 200 mil.

Contra, mas aceitou

O candidato ressaltou que a lei do fundo partidário (Fundo Especial de Financiamento de Campanha) foi feita em combate à corrupção. Mauro, porém, votou contra a lei em 2017. Agora, aceitou o recurso. Ele alegou que o voto contra foi por determinação partidária na bancada gaúcha.

– Isso é lei, tem que usar o recurso público. Deputado não pode ficar pedindo.

Ele enfatizou que ainda não utilizou o dinheiro, que já está na conta há 10 dias, "para não gastar o que não precisa", porque só daqui para a frente é que os eleitores vão começar a analisar as candidaturas. Seu material de campanha começa a ser distribuído nesta semana.

:: Fato é que para quem devolvia os selos, como fez quando era vereador em 2013 (foram 16.440 ao custo de R$ 1,20 cada), votar contra e depois receber R$ 1,5 milhão de fundo partidário não é nada coerente.

"Testa de ferro"

Na sessão desta quinta-feira da Câmara de Vereadores, Rafael Bueno (PDT) fez fortes críticas à postura de Mauro e demonstrou indignação com o privilégio dado aos que estão no espaço de poder.

– Tinha vereador aqui nesta Câmara que falava que era contra o financiamento público. Sou a favor ao financiamento público de campanha, mas que seja destinado para aquelas pessoas, principalmente, que não estejam num espaço de poder. Hoje, esse financiamento público de campanha está sendo direcionado só às pessoas que estão diretamente ligadas ao poder: deputados federais, senadores, deputado estadual ou àqueles que estiveram aliados, foram testa de ferro de Eduardo Cunha, de Michel Temer, de Renan Calheiros. Esses receberam um milhão e meio de reais. Aqueles que não estão aliados àquela máfia organizada de alguns partidos não estão sendo beneficiados.

O pedetista prosseguiu:

– Esse mesmo suplente de deputado, que recebeu 1,5 milhão, era aquele que na Câmara de Vereadores devolvia selo, era aquele que dizia que era contra o telefone público da Câmara. Então, nós precisamos parar, aqui nos parlamentos, de ser demagogos.

 
 
 
 
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