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Eleições 201807/09/2018 | 07h49Atualizada em 11/09/2018 | 13h36

Mirante: ato condenável contra Bolsonaro e à democracia

Ódio e intolerância têm predominado no confronto entre os lados opostos desta eleição

Mirante: ato condenável contra Bolsonaro e à democracia Raysa Leite/AFP
Candidato do PSL sofreu atentado durante ato de campanha Foto: Raysa Leite / AFP

reação extrema cometida nesta quinta-feira, em Juiz de Fora (MG), contra o candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), não tem justificativa. O atentado com o ferimento a faca ocorrido durante o ato de campanha é inadmissível. Uma coisa é divergir dos posicionamentos do candidato, não gostar dele, outra é tentar matá-lo, como forma de extravasar essa rejeição. 

Ódio e intolerância têm predominado no confronto entre os lados opostos desta eleição. Uma série de situações muito pesadas tem maculado o processo eleitoral, que vem desde o período da pré-campanha – as agressões ocorridas contra os petistas durante a caravana de Lula no Estado, a declaração de Bolsonaro de “fuzilar a petralhada” e agora a mais grave, que colocou em risco a vida dele. A democracia está ameaçada. É importante pensar nisso.

Não há como continuar esta tensão no país. É preciso uma trégua. Estamos a um mês da eleição, vivenciando neste momento um episódio lamentável. Sabe-se que a pessoa que desferiu a facada foi filiada ao PSOL. A relação com a esquerda acentua o embate, porém, é preciso aguardar que tudo seja apurado. 

Os efeitos que o atentado provocarão na disputa eleitoral ainda não podem ser dimensionados, mas naturalmente haverá desdobramentos e não serão favoráveis aos adversários de Bolsonaro. O fato ocorreu no dia seguinte à divulgação da pesquisa em que ele apareceu liderando a disputa eleitoral no primeiro turno. Também nesta quinta ocorreu a aprovação do registro de sua candidatura pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Se a eleição já era atípica com um ex-presidente inelegível, preso, que ainda pretende ser candidato, agora chega-se ao ponto de um candidato ser esfaqueado na rua, durante uma atividade de campanha. 

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