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Eleições 201812/09/2018 | 08h00Atualizada em 12/09/2018 | 13h47

Mais 260 PMs e 50 policiais civis seriam suficientes para amenizar o baixo efetivo na Serra

Sugestão ao futuro governo não considera o quadro ideal, que requer mais de mil policiais para recompor as frentes das duas corporações

Mais 260 PMs e 50 policiais civis seriam suficientes para amenizar o baixo efetivo na Serra Lucas Amorelli/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

As cidades da Serra cresceram de tamanho e população e perderam policiais militares e civis ao longo do tempo. Na Serra, os brigadianos afirmam que falta até mesmo PM para conduzir uma viatura. Por isso, a reposição do efetivo é vista como prioridade pelas lideranças para enfrentar a criminalidade.  A expectativa é o concurso para suprir 4,1 mil vagas no Estado, já realizado e ainda sem data definitiva para chamar os aprovados.

A redução de efetivo tem relação direta com as finanças do Estado. Fosse incrementar cerca de 20% do efetivo da Brigada Militar (BM) da Serra, um aumento razoável, o Estado gastaria em torno de R$ 1,2 milhão mensais em salários (levando em conta o rendimento bruto inicial de um soldado de 1ª classe - tabela para novembro de 2018). A conta subiria para números muito maiores numa perspectiva de recomposição estadual. 

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O Ugeirm, Sindicato dos Agentes da Polícia Civil do RS, diz que são cinco mil policiais civis na ativa no Estado _ na Serra, em torno de 250. Para dobrar o efetivo no Estado, considerado ideal, seriam necessários R$ 27,5 milhões mensais apenas em salários. Na Serra, o acréscimo de 50 policiais civis já aliviaria a demanda e exigiria um gasto mensal a mais na folha de pagamento em torno de R$ 300 mil (considerando o salário bruto do escrivão).

— Não há outra saída. O próximo governo vai ter que criar um fundo para garantir a folha salarial da segurança pública — apela o presidente da regional da Associação Beneficente dos Cabos e Soldados da BM (Abamf), Paulo Ritter.

Na opinião da Federação dos Conselhos Comunitários Pró-Segurança Pública (Feconsepro), a saída é o Estado estreitar a parceria com as prefeituras. 

— Uma sugestão é que o Estado faça convênio com os municípios para que as prefeituras possam contratar, por conta própria, os PMs e usar a estrutura da BM para a segurança local. Aí, os municípios não ficariam tão dependentes na hora da distribuição de efetivo — pondera o garibaldense Adilson Frá, presidente do Feconsepro.

— Segurança pública é cara, mas o Estado pode buscar dinheiro revendo a isenção fiscal e lidando com a sonegação, que ainda é muito grande — aponta Isaac Ortiz, presidente do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Policia Civil do RS (Ugeirm).

QUADRO DE SERVIDORES

:: As 66 cidades de abrangência do CRPO Serra contam com um total de 1,3 mil PMs, o que representa 48% de defasagem em relação ao efetivo ideal, estimado em 2,5 mil servidores. Nas delegacias da Serra, são cerca de 250 policiais civis, o que representa também uma defasagem de 50%. O Instituto-Geral de Perícias tem apenas cinco peritos criminais para atender 55 cidades. A 7ª Delegacia Penitenciária, que atende presídios em oito cidades (com exceção de Lagoa Vermelha), tem efetivo de 230 servidores, também desafado.

:: Em todo o Estado, são 15,5 mil policiais nos quadros da Brigada Militar (BM) — o mais baixo da história recente, e cerca de 5 mil servidores na Polícia Civil. Nos quadros do IGP, são cerca de 640 servidores em todo o RS. 

:: Em Caxias do Sul, são 400 PMs e 100 policiais civis para uma cidade de 500 mil habitantes. É como se um único PM tivesse que zelar pela segurança de 1,25 mil moradores. 

:: A expectativa é o concurso para suprir 4,1 mil vagas na BM no Estado. No caso da Polícia Civil, é aguardada a chamada dos aprovados no último concurso que abriu 1,2 mil vagas.

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