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Eleições 201824/09/2018 | 10h30Atualizada em 24/09/2018 | 10h30

Caxienses que moram no Exterior vão votar para presidente

Boston é a cidade com o maior colégio eleitoral; ao todo, são 46 urnas eletrônicas

Caxienses que moram no Exterior vão votar para presidente Arquivo pessoal/Divulgação
Franciele, que cursa doutorado em Paris, acredita que consegue analisar cenário com mais objetividade Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

Brasileiros que moram em outros países podem, sim, votar nas eleições de outubro. Mas somente os que transferiram o título dentro do prazo, que era 9 de maio. Neste ano, são 500.727 brasileiros aptos para votar em 171 cidades no Exterior. Entre eles, a professora caxiense Franciele Becher, 32 anos. Morando na França desde fevereiro para cursar doutorado em Ciências da Educação, na Université Paris 8, ela irá votar na urna disponível na capital francesa. 

Apesar da distância, ela consegue acompanhar perfeitamente a campanha. A internet, claro, facilita o acesso aos candidatos e propostas – e polêmicas também. Longe fisicamente, Franciele acredita ficar "blindada" do clima de desesperança que percebe tomar muitos de seus amigos. Ela recorda que, na eleição de 2014, quando ainda vivia no Brasil, se sentiu "sufocada" com a polarização entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). 

— Daqui, ao menos, consigo ver as coisas com alguma distância. Acompanho tudo da mesma forma que acompanharia no Brasil. Nunca fui de assistir muita tevê, a internet também seria a minha principal fonte de informação, de toda forma. Mas talvez eu consiga analisar tudo com um pouco mais de objetividade. Mas é só uma hipótese. Na verdade, estou mesmo é apavorada com o que pode vir por aí — desabafa. 

Franciele, assim como os outros eleitores brasileiros no Exterior, poderá votar apenas para presidente. Embora entenda a questão burocrática do domicílio eleitoral que impede o voto para os outros cargos, a doutoranda lamenta não poder escolher deputados, senadores e o governador do Estado: 

— Eu gostaria muito de poder participar das discussões no Rio Grande do Sul. Acredito que o Legislativo é crucial e, muitas vezes, negligenciado pelos eleitores. 

As 680 urnas eletrônicas que serão usadas no Exterior começaram a ser preparadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Distrito Federal na última semana. Além delas, 64 urnas de lona (quatro delas de reserva) serão enviadas para países da África, Caribe, América Central e América do Sul, bem como a países europeus com poucos brasileiros. O uso das urnas de lona foi opção diante das dificuldades de acesso à energia elétrica e dos embaraços alfandegários para a entrada de equipamentos eletrônicos.

A cidade com maior colégio eleitoral é Boston, nos Estados Unidos, para onde serão enviadas 46 urnas eletrônicas. Em segundo lugar está Miami (EUA), com 45 urnas. Os Estados Unidos, Japão e Portugal são os países com maior número de eleitores brasileiros. Com votação manual, a cidade com maior eleitorado brasileiro no Exterior é Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, com 2.353 eleitores. Ao todo, 10.698 brasileiros votarão dessa forma. 

Nos locais onde serão adotadas as urnas de lona, a apuração ficará a cargo das equipes das embaixadas, cabendo ao embaixador também o papel de juiz eleitoral. O equipamento passa por quatro etapas de checagem até que seja lacrado.

* Com informações da Agência Brasil. 

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Elismara Vidor, 35, gerente na área do comércio, é de Caxias do Sul e mora em Sydney há sete anos. Ela vai votar à distância, nas eleições de outubro, pela primeira vez.
Foto: Arquivo pessoal / Divulgação

Há sete anos na Austrália, a caxiense Elismara Vidor, 35, irá viver pela primeira vez a experiência do voto a distância. No dia 7 de outubro, irá às urnas em Sydney para eleger o novo presidente do Brasil. Mas ela ainda não se decidiu. Para ajudar a definir o voto, assistiu ao primeiro debate e procura acompanhar o que rola na internet e a opinião de pessoas próximas. 

— Apesar de saber quais são as necessidades da população, não convivo mais com a realidade do país. Como não resido mais no Brasil, a campanha eleitoral chega mais facilmente a mim através das redes sociais. Sendo assim, não tenho a mesma exposição às informações e propostas dos candidatos — constata a gerente na área do comércio. 

Mesmo com a possibilidade de justificar o voto, Elismara preferiu participar do pleito deste ano. O motivo? Simples: 

— Para continuar cumprindo com minhas obrigações e assim garantir meus direitos como cidadã brasileira. 


 
 
 
 
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