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Eleições 201830/08/2018 | 23h25Atualizada em 31/08/2018 | 08h30

O que os candidatos a governador disseram sobre finanças e infraestrutura no painel em Farroupilha

Evento organizado pelo Parlamento Regional ocorreu no campus da UCS

O que os candidatos a governador disseram sobre finanças e infraestrutura no painel em Farroupilha Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS
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Eduardo Leite (PSDB), Jairo Jorge (PDT), Júlio Flores (PSTU) e Roberto Robaina (PSOL) participaram na noite desta quinta-feira de painel organizado pelo Parlamento Regional, na Universidade de Caxias do Sul, em Farroupilha. Os candidatos apresentaram propostas para as áreas da saúde, educação, segurança, finanças e infraestrutura.

José Ivo Sartori (MDB), Mateus Bandeira (Novo) e Miguel Rossetto (PT) foram convidados, mas não compareceram porque tinham outras agendas no mesmo horário. 

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O quarto tema foi finanças e infraestrutura. Veja o que eles responderam: 

Como o senhor pretende enfrentar de forma definitiva essa indisciplina de gastos de forma a permitir que o Estado volte a recuperar a sua capacidade de investir, reduzir impostos e retomar a sua competitividade?
Jairo Jorge:
Todos os governadores, de 1995 para cá, fizeram quatro coisas: ou aumentaram impostos ou venderam empresas públicas ou usaram depósitos judiciais ou usaram caixa único. Essas soluções estão esgotadas. Eu defendo um novo momento. Acredito em menos burocracia, licença em 60 dias. Se o empreendedor cumprir os requisitos, no 60º dia a licença é automática. Nós temos de inverter a lógica. A lógica hoje é que o empreendedor é um criminoso. Ao mesmo tempo, reduzir a carga tributária. A minha proposta é reduzir a alíquota em 1º de julho de 2019, cair de 18 para 17,75, uma alíquota pertinho de 0,25, e nos combustíveis, energia e comunicações, cair de 30 para 29. 

Qual o seu plano para as empresas controladas pelo nosso Estado?
Júlio Flores: Em primeiro lugar, nós queremos anular a extinção das fundações que foi promovida pelo Governo do Estado, porque, ao contrário do que se diz, se arrecadaria um bom dinheiro com isso, na verdade, de fato, esse dinheiro que pode vir a se arrecadar com isso e com as privatizações é irrisório se nós considerarmos o valor incalculável, inestimável dessas fundações, como a Fepagro, a Cientec, a Zoobotânica, que poderiam induzir desenvolvimento econômico e social do RS. Esse dinheiro com privatizações e entrega do patrimônio um dia acaba, e bem rápido. É necessário a gente restatizar a CRT, que foi privatizada lá no governo (Antonio) Brito, restatizar parte da CEEE que foi privatizada. O governo colocou as ações do Banrisul, inclusive, na Bolsa de Valores, que é um processo de privatização sem fazer o leilão da empresa. Do nosso ponto de vista, é preciso recuperar essa capacidade. 

Como o senhor pretende resolver esse problema demográfico e atrair moradores de outras localidades para ajudar o RS a se desenvolver
Eduardo Leite:
A questão da mudança do perfil demográfico não se resolve porque ela é um fenômeno no Brasil inteiro. Estavam lendo o relatório do IBGE e a relação de dependência econômica... você pega de zero a 15 anos e maiores de 65 anos, são os dependentes economicamente. A relação desses para e população economicamente ativa é de 44%. Vai passar para 67%. Haverá mais população economicamente dependente. Qual a grande questão que precisa ser respondida? Enriquecer a sociedade, gerar riqueza. É por isso que urgente política de desenvolvimento. Como a gente enriquece esse Estado? Deixando de ser hostil com o investidor e passando a ser acolhedor. Nós vamos implementar sistema de licenciamento por auto aprovação nas atividades de menor complexidade. O empreendedor não precisa comprovar a sua honestidade. O Estado precisa fiscalizar e punir quem faz errado, não punir na origem.

Por que estamos crescendo estruturalmente menos do que os demais estados do Brasil e o que pode ser feito para mudar?
Roberto Robaina:
Desde 2017, o PIB tem caído brutalmente. Não estamos em uma recessão cíclica, só. Existe uma depressão no Brasil, essa á razão de estar sendo tão difícil a retomada econômica. Combinou com um problema político. A aposta do RS nos últimos anos era de um estado cujo destino era cada vez mais exportador de soja. Nós estamos desindustrializando o RS. É lento, mas já está se fazendo sentir com a queda do PIB. Eu não quero ser governador para ser gerente de interesses de grupos empresariais. Fechar a Fundação de Economia Estatística, a FEE, até o Pedro Simon foi contra. O RS não tem hoje nem condições de calcular o PIB regional, nem a taxa de desemprego. Nós precisamos aumentar a capacidade do Estado. É lógico que o desenvolvimento econômico num país capitalista é dado pela iniciativa privada, mas não pode priorizar os grandes. Nós temos um capitalismo atrasado no RS. Vai ter de se discutir aumento de receita. Só corte de despesa não vai ser possível, porque já se corta policial, já se corta professor. 

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