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Justiça07/10/2020 | 16h36Atualizada em 07/10/2020 | 16h36

Homem é condenado por planejar assassinato e envolver adolescentes em Caxias do Sul

Réu foi sentenciado a 26 anos e seis meses de prisão

Homem é condenado por planejar assassinato e envolver adolescentes em Caxias do Sul Raquel Fronza / Agência RBS/Agência RBS
Execução foi filmada por câmeras de distribuidora de gás no bairro Jardim Eldorado Foto: Raquel Fronza / Agência RBS / Agência RBS

O Tribunal do Júri de Caxias do Sul condenou Rodrigo dos Santos de Castilhos a 26 anos e seis meses de reclusão por planejar e envolver dois adolescentes em um assassinato em 2018. Na ocasião, Josemar Rodrigues Vieira, 24 anos, foi morto a tiros em frente a uma distribuidora de gás no bairro Jardim Eldorado. Uma adolescente de 16 anos também foi baleada no ataque, mas sobreviveu. 

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O plenário aconteceu nesta quarta-feira (7), com diversas medidas contra o coronavírus. Castilhos foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, tentativa de homicídio e corrupção de menores. O réu é reincidente, o que agravou a pena. Segundo o Ministério Público (MP), o crime foi cometido em uma disputa pelo narcotráfico daquela região.

O ataque aconteceu na manhã de 11 de agosto de 2018, na Rua Guerino Onzi, e foi flagrado pelas câmeras de monitoramento da distribuidora de gás. Vieira e a adolescente estavam caminhando quando foram alvejados à queima-roupa por dois atiradores. A jovem foi ferida, mas conseguiu correr.

Segundo o MP, Castilhos forneceu as armas para os dois adolescentes que atiraram pelas costas do casal rival. O réu ainda auxiliou a fuga dos atiradores, levando-os até um matagal onde foram descartadas as armas e vestimentas utilizadas na ação.

 Cerca de quatro horas depois do assassinato, a Brigada Militar abordou os dois adolescentes e Castilhos. Um dos menores de idade confessou a autoria e apontou onde foram escondidas as armas do crime.

No Juizado da Infância e Juventude, os dois adolescentes apreendidos admitiram a autoria do crime, mas negaram envolvimento com facções. Eles alegaram que eram ameaçados pela vítima. Sobre Castilhos, afirmaram que ele apenas deu carona a eles naquele dia.

Durante o processo, Castilhos negou participação no crime. Ele alegou que estava passando pelo bairro e viu os adolescentes na rua, oferecendo carona até a casa deles.

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