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Mais segurança13/10/2020 | 17h14Atualizada em 13/10/2020 | 17h14

Caxias do Sul tem a menor média de assaltos desde 2002

Índices criminais estão em queda na maior cidade da Serra pelo quarto ano consecutivo

Caxias do Sul tem a menor média de assaltos desde 2002 Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Setembro teve o menor índice de roubos de veículo no estado dos últimos 18 anos Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Os índices criminais não foram afetados pelo maior movimento de pessoas nas ruas após a flexibilização das restrições contra a pandemia de coronavírus no Rio Grande do Sul. O Estado teve 496 roubos de veículos em setembro, que é o menor número desde 2002 quando Secretaria da Segurança Pública (SSP) passou a contabilizar indicadores criminais. Esta redução também é vista na Serra. Em Caxias do Sul, setembro teve 126 assaltos em geral, incluindo roubo de veículo e a pedestre, a menor marca deste ano. Comparando com fevereiro, que registrou 196 casos, a redução é de 35,7% nesse tipo de crime neste ano. A tendência é que a maior cidade da Serra termine 2020 com o menor número de roubos dos últimos 18 anos.

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Os dados de assaltos são contabilizados pelo levantamento do governo estadual em duas categorias: roubos de veículo e roubos em geral (o que inclui assaltos a pedestre, comércio, bancos e transporte coletivo). A soma desses dois indicadores apontam uma média de 159 assaltos por mês neste ano. Caso os números se mantenham, 2020 terminará com quarta queda consecutiva nos números de roubos e o menor índice da séria histórica. Para comparação, a menor média mensal pertence a 2003, com 185 assaltos.

Os resultados positivos iniciaram após a crise da segurança pública em 2016, quando Caxias do Sul registrou 383 roubos por mês e um total de 150 assassinatos. Entre os fatores que explicam a reação, se destacam a maior integração entre Brigada Militar (BM) e Polícia Civil e o aprimoramento de inteligência policial, principalmente pelo mapeamento dos tipos de crime por hora e local em que acontecem, informação disponibilizada automaticamente pela ferramenta Avante.

Para os números de 2020, contudo, é preciso analisar mais dois fatores. O primeiro foi a criação do 4º Batalhão de Choque no final do ano passado, que alocou mais 110 policiais militares na cidade. O outro é a pandemia de coronavírus, que reduziu a circulação de pessoas das ruas e, consequentemente, de valores no comércio.

— Não podemos negar que teve influência nos roubos a pedestre, a comércio e ao transporte coletivo. Mas, agora, em setembro e outubro, entendemos que as atividades funcionando e o movimento voltou quase a normalidade, com algumas exceções. Por isso, a importância desses números. É o nosso trabalho para manter esses níveis de crimes reduzidos — analisa o delegado regional Paulo Roberto Rosa da Silva.

O comando do 12º Batalhão de Polícia Militar (12º BPM) também considera que a circulação de pessoas estava próximo da normalidade no mês passado, o que torna os números mais expressivos. O tenente-coronel Jorge Emerson Ribas destaca que a série de quatro anos consecutivos de redução de crimes acontece quando a BM tem o seu menor efetivo disponível na cidade. Para comparação, em 2010, o 12º BPM contava com 475 policiais militares — aproximadamente 140 PMs a mais do que o efetivo atual.

— Em 2003 (ano de menor índice da série histórica), o efetivo era muito maior do que temos hoje. Conseguimos ter este trabalho de gestão operacional, que é o programa Avante, e a estratégia do RS Seguro (ação do governo estadual que prioriza ações nos municípios mais violentos), que trouxe essa integração que é fundamental para os bons resultados. São números que temos que compartilhar com todos os entes que compõe o sistema de segurança — afirma  o tenente-coronel Ribas.

Um dos exemplos desta cooperação entre BM e Polícia Civil acontece na tarde desta terça-feira (13), com a apreensão de 200 quilos de maconha em uma chácara.

Apesar de exaltar os bons índices, as lideranças policiais admitem que ainda há muito o que se fazer. Afinal, a média ainda é de cinco pessoas assaltadas por dia em Caxias do Sul. Outra preocupação é com número de assassinatos na Serra. Conforme os dados da SSP, oito cidades da região aparecem entre os 50 municípios gaúchos com mais mortes, totalizando 124 assassinatos em nove meses.

Alerta sobre estelionatos

A exceção aos bons índices da segurança pública são os estelionatos crime que está em crescimento no Rio Grande do Sul. Em setembro, foram mais 325 pessoas enganadas por golpistas em Caxias do Sul. Neste ano, já são 2.597 estelionatos — número que já é 62% maior que o total de registros no ano passado. Se o ritmo se mantiver, a cidade mais populosa da Serra terminará 2020 com quase 3 mil vítimas de golpes.

O alerta é semelhante para as demais cidades da região. Em Bento Gonçalves, já foram 603 estelionatos — um crescimento de 73% na comparação com o total de 2019. O índice é semelhante ao de Farroupilha, que contabiliza 343 golpes e um aumento de 72%.

A Polícia Civil alerta que os golpes são os mais variados, mas que as fraudes em negociações de produtos usados por sites e redes sociais são as que têm feito mais vítimas. Os golpistas também se aproveitam da pandemia de coronavírus para fazer novas vítimas. São diversos links com promessas falsas espalhados pela internet, que são utilizados para obter dados e doações das vítimas. O alerta principal é sobre o auxílio emergencial disponibilizado pelo governo federal, que só deve ser acessado no site oficial da Caixa Econômica Federal.

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