Em seis meses, polícia recolhe 239 caça-níqueis em Caxias e mantém rotina contra jogos de azar - Polícia - Pioneiro

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Jogo de azar30/07/2020 | 15h00Atualizada em 30/07/2020 | 15h00

Em seis meses, polícia recolhe 239 caça-níqueis em Caxias e mantém rotina contra jogos de azar

Prática ilegal preocupa ainda mais neste período de pandemia do conoravírus

Em seis meses, polícia recolhe 239 caça-níqueis em Caxias e mantém rotina contra jogos de azar Polícia Civil/Divulgação
Foto: Polícia Civil / Divulgação

As forças policiais já recolheram 239 máquinas caça-níqueis em Caxias do Sul neste ano. A exploração de jogos é ilegal e preocupa ainda mais neste período de pandemia pelo coronavírus. As salas clandestinas costumam reunir de 15 a 25 máquinas em um ambiente fechado.

A última apreensão aconteceu na tarde de quarta-feira (29), em um imóvel comercial da Rua Pinheiro Machado, na área central, quando 13 caça-níqueis foram recolhidos. Apenas uma funcionária estava no local durante a ação policial. O delegado Vitor Carnaúba aponta que, felizmente, os próprios jogadores têm evitado esses locais diante do risco de contágio pelo coronavírus. 

— No início de abril, fizemos uma varredura e todos estes locais estavam fechados. Os bingos (que também são considerados jogos de azar), inclusive, continuam fechados. Estas salas de caça-níqueis voltaram a abrir, mas temos visto pouco movimento. Os próprios jogadores, que costumam ser mais de idade, estão se cuidando — explica. 

A fiscalização acontece em duas frentes. A Brigada Militar (BM) e órgãos municipais atuam em bares e outros estabelecimentos que acrescentam máquinas caça-níqueis aos seus serviços. Essas apreensões de poucas máquinas geralmente acontece durante ações contra outras infrações, como verificação de alvarás, perturbação do sossego e, com a pandemia, aglomerações. 

A Polícia Civil foca o trabalho em quem atua na exploração dos jogos de azar. São pessoas que alugam salas comerciais ou residências e disponibilizam de 15 a 25 máquinas. Esses locais não possuem propaganda. A comunicação aos clientes acontece via aplicativos de conversa, onde são apontados os locais que oferecem os jogos.

As salas de caça-níqueis costumam funcionar até uma ação policial ser realizada. É quando os exploradores da atividade buscam outro endereço para reabrir o negócio ilegal.

— É um trabalho de rotina que realizamos. Os jogos de azar são uma contravenção, ou seja, não são a infração penal mais importante a ser combatida pelo trabalho policial. Fazemos dentro do possível, mas nunca paramos. Em média, é realizada uma ação por semana _ relata o delegado Carnaúba, da 1ª Delegacia de Polícia.

Essas ações da Polícia Civil são baseadas nas denúncias recebidas da comunidade. Os locais com maiores relatos ou com denúncias mais antigas são escolhidos para as ações. O delegado Carnaúba admite que o número de policiais não é suficiente, por isso alguns pontos demoram para serem fechados.

— Não damos contas de todas as denúncias. Há vários (investigados) que se repetem muito. Antigamente, eram sempre os mesmos. Mas, agora, estamos vendo o aparecimento de pessoas de outras regiões do Estado, como do Vale dos Sinos e de Porto Alegre. Há uma variação nos exploradores (dos jogos de azar).

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