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Cercamento eletrônico17/06/2020 | 07h30Atualizada em 17/06/2020 | 07h54

Para inibir ladrões, comunidade espalhou câmeras por Galópolis, em Caxias do Sul

Comunidade angariou fundos para monitorar as entradas e saídas do bairro

Para inibir ladrões, comunidade espalhou câmeras por Galópolis, em Caxias do Sul Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Para se sentir mais segura, a comunidade de Galópolis, no interior de Caxias do Sul, montou o próprio cercamento eletrônico do bairro. São sete câmeras instaladas para gravar os principais acessos. Somadas aos equipamentos particulares, a expectativa é que nenhum criminoso consiga atacar e fugir sem ser visto — o que irá facilitar o trabalho policial.

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O projeto Galópolis Seguro surgiu da conscientização dos moradores sobre os fatores que geravam a insegurança crescente no bairro e que não seriam resolvidos apenas com reclamações ao poder público.

— Somos um bairro afastado e a BM (Brigada Militar) não consegue manter os policiais por muito tempo. É uma das entradas de Caxias do Sul, a única pela BR-116, e que possui várias saídas para o interior. Era muito fácil cometer um ato criminoso e fugir para qualquer lado, sem ninguém ver — aponta Maicon Pizzetta, um dos envolvidos no projeto.

A logística foi buscada na Quarta Légua, onde os moradores mantém um sistema de monitoramento há mais de um ano. As quatro primeiras câmeras foram instaladas no dia 6 de junho. A expectativa é que os outros três equipamentos comecem a funcionar na próxima semana. As imagens ficam disponíveis nos celulares dos moradores que compõe o projeto.

— É uma comunidade em que todo mundo se conhece e, quando algo acontece, todos se assustam. No nosso grupo de WhatsApp, muitos reclamavam e diziam "que não dava mais" para morar no bairro. Decidimos fazer algo e essa foi a alternativa que encontramos. Integradas com as diversas câmeras particulares que já existem, devemos conseguir flagrar qualquer crime e isso deverá afastar estes criminosos — analisa Pizzeta.

O dinheiro para o projeto foi angariado em um jantar realizado em março, que contou com a presença de 500 moradores. O contrato de manutenção das câmeras é válido por 10 meses. Também serão espalhada placas para divulgar que a comunidade é monitorada por câmeras e afastar criminosos. A intenção do grupo Galópolis Seguro é realizar um evento anual para custear a renovação das câmeras.

Pioneiro nas câmeras, Colina Sorriso exalta sensação de segurança

Contar com o apoio da tecnologia para inibir a criminalidade é uma iniciativa cada vez difundida em Caxias do Sul. Na área central, este movimento foi natural com a instalação de câmeras pela prefeitura nas principais vias e avenidas e os equipamentos adquiridos pelo comércio. Com o passar do tempo, os policiais orientaram os lojistas sobre a importância de também terem câmeras viradas para a rua. Assim, os investigadores conseguem seguir toda a rota de fuga do criminoso e ter mais elementos para buscar sua identificação.

Nos bairros, a comunidade pioneira foi a do Colina Sorriso. Em outubro de 2017, a associação de moradores instalou as primeiras quatro câmeras em acessos dos bairros. O projeto foi uma evolução da rede de informações criada em grupos de WhatsApp, a partir do programa de Policiamento Comunitário da BM, onde os moradores trocam informações sobre a circulação de carros suspeitos.

— É um projeto que ajudou em muito o nosso bairro. Já tínhamos o grupo de moradores e a ajuda da Brigada, este foi o diferencial a mais. E, de fato, melhorou nosso índices. Tudo o que acontece os moradores estão ativos. Foi uma mudança de cultura, saímos do individualismo e ganhamos o olhar coletivo. As câmeras são um fator diferencial e já contamos o nosso exemplo para outras comunidades que buscavam a sensação de segurança, como Ana Rech, Vila Oliva e Desvio Rizzo — aponta Élvio Luís Gianni, que faz parte da diretoria da associação de moradores do Colina Sorriso.

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