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Rompa o silêncio09/06/2020 | 08h15Atualizada em 09/06/2020 | 08h15

Cartilha ensina mulheres a registrarem ocorrência de violência doméstica pela internet

Delegacia online possibilita, inclusive, pedido por medidas protetivas de urgência

Cartilha ensina mulheres a registrarem ocorrência de violência doméstica pela internet Marco Favero/Agencia RBS
Delegacia online possibilita, inclusive, pedido por medidas protetivas de urgência Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Diante do distanciamento social para enfrentar a pandemia de coronavírus, a Polícia Civil lançou uma cartilha da Delegacia Online para casos de violência doméstica. O documento apresenta um passo a passo para que as vítimas registrem a ocorrência pela internet. Em abril, o Rio Grande do Sul teve o menor número de registros de violência contra a mulher dos últimos oito anos. O receio é que as vítimas não estejam pedindo ajuda em razão dos efeitos do distanciamento.

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A cartilha mostra como as mulheres podem acionar a Polícia Civil e como relatar as agressões e ameaças que estão sofrendo, de forma segura e sem precisar comparecer a uma delegacia. No site, há o botão "Registre sua ocorrência". Após o preenchimento do formulário com dados pessoais, há o campo "Descreva o fato". O espaço é destinado para a vítima relatar o ocorrido com a maior riqueza de detalhes possível e solicitar, caso queira, medidas protetivas de urgência. A solicitação será analisada por um delegado.

— Essa é mais uma forma de instruir a vítima sobre a necessidade da ocorrência e de como fazê-la de forma simples, ainda mais agora, num período em que o isolamento social pode passar a falsa impressão aos agressores de que eles sairão impunes— diz a chefe da Polícia Civil, delegada Nadine Anflor.

Faça o download da cartilha (.pdf 39,91 MBytes)

Em Caxias do Sul, os registros de lesões corporais e ameaças no primeiro mês de isolamento completo devido à pandemia de coronavírus tiveram queda de 10%. A  redução nos pedidos de ajuda também foi percebida no Centro de Referência da Mulher. A Casa Viva Raquel, que recebe mulheres que se sentem ameaçadas, abrigou uma vítima no mês passado.

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