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Diante da estiagem28/04/2020 | 12h21Atualizada em 28/04/2020 | 17h34

Dois anos depois, Polícia Civil retoma buscas a trio desaparecido em Vacaria

Os três sumiram próximo ao Rio Pelotas e, devido à seca, a profundidade do rio reduziu, o que pode facilitar o trabalho da investigação

Dois anos depois, Polícia Civil retoma buscas a trio desaparecido em Vacaria Divulgação/
Nelson Soares, Eleandro Moraes e Alexsandro Corrêa (da esquerda para a direita) Foto: Divulgação

Dois anos depois, a Polícia Civil decidiu retomar as buscas pelos três moradores de Caxias do Sul que desapareceram quando trabalhavam na construção de uma casa de lazer a beira do Rio Pelotas, em Vacaria. O delegado Anderson Silveira de Lima acredita que o rio, em função da seca, tenha baixado cerca de 50 metros de sua profundidade. As buscas iniciaram na manhã desta terça-feira (28) e contam com 12 policiais em três barcos e um helicóptero, além do apoio dos bombeiros. Como o local é de difícil acesso e sem sinal telefônico, não há mais detalhes sobre as buscas.

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O empreiteiro Eleandro Aparecido Rodrigues Moraes, 40 anos, com ajuda dos pedreiros Nelson Jair Soares, 44, e Alexsandro do Amaral Correa, 22, foram vistos pela última vez no dia 3 de abril de 2018, quando trabalhavam na fase final da construção de uma casa de lazer. 

 VACARIA, RS, BRASIL, 05/04/2018. A Polícia Civil está investigando o desaparecimento de três homens em uma propriedade rural no interior de Vacaria, às margens do Rio Pelotas. De acordo com o delegado Anderson Silveira de Lima, um barco a deriva foi encontrado próximo do local onde eles foram vistos pela última vez. (Diogo Sallaberry/Agência RBS)
Para chegar até a casa de campo, era necessário seguir dois quilômetros por um acesso improvisado morro abaixoFoto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

A hipótese inicial era de afogamento, pois um pequeno barco foi encontrado à deriva, próximo ao local. Contudo, na época, o delegado Lima acreditava que a maior probabilidade é que os três tinham sido vítimas de um crime. A suspeita era sobre a conduta de Moraes, que pegava dinheiro emprestado de um e reemprestava para outro com juros maiores — mas não foi comprovado, na época, se poderia se tratar do crime de agiotagem, afinal este não era o objeto da investigação.

Em 2018, foram 15 dias de buscas, mais de 10 mandados cumpridos e 60 pessoas ouvidas, inclusive oito vizinhos que passaram  por detector de mentiras. Porém, os resultados foram inconclusivos e o inquérito com mais de 600 páginas terminou sem provas. Assim, um ano após o desaparecimento, o inquérito foi arquivado e remetido ao Ministério Público.

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