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Morte na Serra09/03/2020 | 16h51Atualizada em 09/03/2020 | 21h03

Homem indiciado por assassinato de mulher no Centro de Caxias está foragido

Ele já tinha passagens na polícia por estupro, roubo e cárcere privado

Homem indiciado por assassinato de mulher no Centro de Caxias está foragido Rosane Neitzke / Divulgação/Divulgação
Ele já tinha passagens na polícia por estupro, roubo e cárcere privado Foto: Rosane Neitzke / Divulgação / Divulgação

A Polícia Civil de Caxias do Sul encaminhou à Justiça, nesta segunda-feira (9), a conclusão da investigação sobre o feminicídio de Nayara Medeiros de Mello, 20 anos, com um problema em aberto: o suspeito do assassinato está foragido. A jovem foi morta quatro horas depois de ter chegado na cidade para se hospedar em uma casa na Rua Vinte de Setembro, no Centro, no final da tarde de 18 de outubro do ano passado. Antes de fugir, o homem tentou matar outra mulher que estava na residência. Ele teve a prisão preventiva decretada pela Justiça ainda no ano passado.

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O inquérito da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) responsabilizou o investigado por femínicidio e tentativa de feminícidio. O nome  do suspeito não é revelado pela DP devido à lei de abuso de autoridade. O suspeito tem passagens anteriores por estupro, roubo e cárcere privado em Porto Alegre, mas já residia havia algum tempo em Caxias do Sul com a família. Ele tinha pendente um mandado de prisão pelo crime de estupro.

Tudo indica, segundo investigação da polícia, que o suspeito não conhecia Nayara. A jovem morava em Santa Maria e chegou a Caxias do Sul por volta das 14h daquele dia. Ela provavelmente passaria alguns dias na casa, localizada a duas quadras da rodoviária, na companhia de conhecidas. Como não conseguiu ouvir o autor do crime, a Deam, por exemplo, não sabe a motivação. Contudo, a titular da delegacia, Carla Zanetti, concluiu que trata-se de um crime em razão de gênero, descartando relação com assalto ou desavença.

– É um feminicídio pela condição de menosprezo à mulher – ressalta Carla.

Para chegar à identificação do homem, os investigadores checaram informações de testemunhas e consultaram imagens de câmeras de segurança. Conforme a delegada, o suspeito chegou na moradia antes das 18h e foi até um quarto com Nayara. Havia outras mulheres e um homem na moradia.

Mais tarde, uma conhecida da jovem bateu na porta do quarto. Minutos depois, sem obter resposta, a mulher tornou a bater na porta. Foi aí que o suspeito deixou o cômodo e caminhou até a cozinha para pedir onde era o banheiro. Uma das mulheres se aproximou para fazer a indicação. Nesse momento, o suspeito sacou uma faca e rendeu a mulher, levando-a até o quarto onde estava o corpo de Nayara.

– A testemunha, que estava com a faca no pescoço, percebeu que Nayara estava morta na cama. Ela e o agressor entraram em luta corporal. Uma segunda testemunha viu que ele tentou esfaquear a refém – relata Carla.

Com o barulho, as outras pessoas na casa saíram para a rua gritar por socorro. O agressor desistiu de esfaquear a segunda vítima e fugiu. Ele embarcou numa moto e seguiu em direção à área central, segundo mostram câmeras de segurança. Dias depois, de posse da identificação do suspeito, os agentes da Deam encontraram a moradia em Caxias. Ao chegarem no endereço, descobriram que ele havia se mudado. Supõe-se que o suspeito não está mais em Caxias.

– A Nayara morreu por asfixia, só não sabemos como isso ocorreu. Ela não tinha sinais de esganadura no pescoço, o que indicaria estrangulamento – complementa a delegada.

Com esse inquérito, a Deam encerra as investigações dos feminicídios registrados na cidade em 2019. Os autores das outras quatro mortes estão presos, com exceção do assassino de Nayara.

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