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Violência doméstica27/03/2020 | 09h20Atualizada em 27/03/2020 | 09h35

Contra a pandemia, Farroupilha cria patrulha Maria da Penha online

Iniciativa pretende atender medidas contra o coronavírus e manter a proteção da Lei Maria da Penha

Contra a pandemia, Farroupilha cria patrulha Maria da Penha online Brigada Militar/Divulgação
A soldado Cristiane Gugel trabalha em home office para ajudar mulheres vítimas de violência Foto: Brigada Militar / Divulgação

A principal medida no combate à pandemia de coronavírus é o distanciamento social. Para atender à recomendação médica e manter o apoio as mulheres vítimas de violência, a Brigada Militar (BM) de Farroupilha reorganizou a Patrulha Maria da Penha para atuar à distância. Por telefone, aplicativos e vídeochamadas, os policiais militares mantém as conversas com as vítimas, analisam cada situação e só realizam as visitas em casos de real necessidade. Hoje, a BM acompanha 26 medidas protetivas em Farroupilha.

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O trabalho policial é considerado essencial e o patrulhamento nas ruas continuam normalmente. No entanto, procedimentos internos e administrativos são revistos de forma a evitar qualquer exposição desnecessária. Neste sentido, o 36º Batalhão de Polícia Militar (36º BPM) decidiu por realizar uma ronda por telefone com as mulheres protegidas por medidas judiciais e verificar se os agressores realmente estão mantendo a distância.

— A orientação é ficarmos no atendimento do urgente, relevante e necessário. Desta forma, podemos manter a atenção com estes casos. Iremos ouvir as mulheres, cumprir os protocolos de perguntas e, por vídeochamada, poderemos ver a casa e quem está lá. Se este contato por telefone não satisfazer, a patrulha irá até a casa para garantir a segurança desta mulher — explica o major Juliano Amaral, subcomandante do 36º BPM.

Implementada em setembro de 2018, a Patrulha Maria da Penha já acompanhou 138 mulheres vítimas de violência doméstica. Diante dos riscos do coronavírus e as restrições ao convívio social, a atuação online foi vista como a melhor forma de manter o acolhimento às vítimas. Assim, a BM também criou um grupo no aplicativo Whatsapp para que todas estas mulheres possam receber orientações constantes.

— É um grupo fechado, em que só o administrador do grupo pode postar. Esta policial receberá as informações delas, mas as outras vítimas não. A dúvida de uma vítima pode ser das outras também. Junto, neste grupo, estará uma psicóloga da Coordenadoria da Mulher, que poderá enviar mensagens e materiais para trabalhar toda a questão de que ela não está sozinha e que há toda uma rede para ajudar — reforça o major Amaral.

A organização desta "nova" Patrulha Maria da Penha cabe a soldado Cristiane Gugel, que possui curso de especialização e está trabalhando em home office. Em Farroupilha, outros seis brigadianos possuem o curso de capacitação e realizam as visitas. As mulheres atendidas são aquelas que tiveram medidas protetivas de urgência decretadas pelo Poder Judiciário.

A iniciativa em Farroupilha partiu do efetivo do 36º BPM. Em Caxias do Sul, por exemplo, o 12º BPM continua realizando as visitas nas casas das 28 mulheres com medidas protetivas de urgência. No entanto, diversas ações de prevenção são respeitadas, como evitar entrar nas casas e manter uma distância de mais de um metro durante conversas.

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