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Bala perdida27/02/2020 | 11h57Atualizada em 27/02/2020 | 13h20

Segurança em escola é reforçada depois de criança de seis anos ser baleada em Caxias

Secretaria de Educação também elabora ações para tranquilizar os alunos da Basílio Tcacenco

Segurança em escola é reforçada depois de criança de seis anos ser baleada em Caxias Antonio Valiente/Agencia RBS
Segurança em escola é reforçada depois de criança de seis anos ser baleada em Caxias Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS

Depois de uma menina de seis anos ser baleada enquanto brincava no pátio da Escola Municipal de Ensino Fundamental Basílio Tcacenco, no bairro Esplanada, na quarta-feira (26), na região sul de Caxias do Sul, a segurança foi reforçada no colégio. Na manhã desta quinta-feira (27), servidores da Guarda Municipal ficaram em frente ao prédio da instituição de ensino para intensificar o patrulhamento nos arredores. 

A ação também serve para tranquilizar os pais e as crianças que estudam no colégio. A menina foi atingida na perna e a bala ficou alojada na panturrilha. Ela segue internada no Hospital Geral e há a expectativa que receba alta na nesta sexta-feira (28). Outras crianças estavam no pátio no momento dos tiros durante o recreio, no turno da tarde, mas não foram atingidas. 

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O delegado responsável pelo caso, Caio Fernandes, afirmou que, antes do disparo que atingiram a menina, houve uma briga entre dois homens na praça que fica em frente à escola. O secretário municipal de Segurança Pública, Hernest Larrat dos Santos Júnior, ressalta que, além do reforço com a presença dos guardas, a patrulha escolar e as abordagens também serão reforçadas, bem como palestras: 

— O reforço do efetivo e  o patrulhamento da guarda também já foram feitos em escolas onde a secretaria identifica que seja necessário ampliar as ações de segurança, muitas por estarem em locais de maior vulnerabilidade social

Larrat ainda afirma que servidores da secretaria vão abordar o tema em palestras para orientar as crianças sobre como buscar abrigo em casos de bala perdida.

—  O tema sobre estampidos será  abordado para que a criança não tenha a curiosidade de correr em direção ao perigo para verificar o que está ocorrendo. A orientação é que elas busquem abrigo e se protejam —  explica. 

Em 29 de março de 2018, duas meninas de seis anos, alunas da Escola Municipal Luciano Corsetti, no bairro Kaiser, foram baleadas quando saíam do colégio no final da tarde. Uma delas foi atingida de raspão na cabeça e a outra no abdome. Ambas sobreviveram.   Na ocasião, a segurança também foi reforçada no entorno do colégio. 

Secretaria de Educação também irá ampliar ações

Além das ações de segurança, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) elabora ações para tranquilizar as crianças que estavam no pátio quando a estudante foi atingida na quarta-feira. Na tarde desta quinta-feira, a psicóloga da Smed e uma equipe psicossocial estarão na escola para conversar com a direção e com os professores para alinhar estratégia e conversar com os alunos. Representantes da Comissão Interna de Prevenção a Acidentes e Violência Escolar (Cipave) também vão participar do encontro programado para as 13h30min.

—  Vamos conversar com os alunos, sentir o clima. Eles ficaram muito abalados e assustados. A situação foi realmente caótica e agora vamos nos reunir para traçar uma estratégia e abordar a cultura da paz. A partir desse episódio é preciso que ocorra um atendimento psicológico para tranquilizar os alunos. Eles precisam se sentir seguros no ambiente escolar — ressalta a secretária Flávia Vergani. 

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