"Era uma pessoa muito cautelosa. Evitava algumas corridas", diz chefe de motorista de aplicativo morto em assalto em Caxias - Polícia - Pioneiro

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Latrocínio14/02/2020 | 10h27Atualizada em 14/02/2020 | 16h36

"Era uma pessoa muito cautelosa. Evitava algumas corridas", diz chefe de motorista de aplicativo morto em assalto em Caxias

Jônatan Giacomoni Loreno Rigo foi morto a tiros no loteamento Vale da Esperança

"Era uma pessoa muito cautelosa. Evitava algumas corridas", diz chefe de motorista de aplicativo morto em assalto em Caxias Facebbok/Reprodução
Foto: Facebbok / Reprodução

CORREÇÃO: O motorista de transporte por aplicativo Jônatan Giacomoni Loreno Rigo foi morto na Rua Angelina de Estefen de Souza, que fica no loteamento Vale da Esperança. Os autores do crime foram presos na Rua Claudiomar da Cruz, entre o loteamento Mariani e o bairro Cidade Nova. A informação incorreta permaneceu publicada entre 10h27min e 16h23min.

O serviço como motorista de aplicativo era um complemento na renda de Jônatan Giacomoni Loreno Rigo, 24 anos, morto a tiros durante um assalto na noite de quinta-feira (13) em Caxias do Sul. O crime ocorreu por volta das 22h30min, na Rua Angelina de Estefen de Souza, no loteamento Vale da Esperança. 

Rigo trabalhava desde novembro de 2014 como garçom em uma das unidades do Restaurante Labaredas. Morador do bairro São Leopoldo, o jovem era casado e não tinha filhos. Ele estava há menos de um ano na atividade de motorista de aplicativo.

— Era um funcionário exemplar, querido por todos os clientes — destaca o gerente do restaurante, Felipe Zan.

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Conforme Zan, Rigo atuava como motorista de aplicativo após o expediente de garçom. Eventualmente, os dois conversavam sobre os riscos da profissão:

— Era uma pessoa muito cautelosa. Ele comentava que evitava algumas corridas por segurança — diz Zan. 

No sábado (15), a unidade da Galeria Jotacê não abrirá em função do luto pela morte do funcionário.

Pelas redes sociais, amigos e familiares lamentam a morte do jovem e repudiam a violência utilizada no crime.

— Nunca conheci alguém tão honesto e trabalhador quanto ele. Passou longe de qualquer coisa que pudesse ser errada na vida —  completa o amigo Vinicius Bueno, 26 anos.

O velório de Rigo deve ocorrer a partir da tarde desta sexta-feira na sala D das Capelas São Francisco. O sepultamento está previsto para as 9h de sábado no Cemitério Público de Caxias do Sul.

O crime

O corpo do jovem estava dentro de um HB20 e apresentava um ferimento provocado por arma de fogo na nuca. Os detalhes ainda são investigados pela Polícia Civil, mas a certeza de que Rigo teve o celular roubado já caracteriza o crime como roubo seguido de morte, também chamado de latrocínio.

Dois jovens, de 20 e 21 anos, foram encontrados por policiais em uma casa na Rua Claudiomar da Cruz, entre o loteamento Mariani e o bairro Cidade Nova, horas depois do crime. A localização foi possível com a ajuda de colegas da vítima. Com a chegada dos policiais, por volta de 00h30min desta sexta-feira (14), eles teriam admitido o crime e indicaram onde estavam a arma e celular da vítima. Os dois foram presos em flagrante.

Conforme o titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), Luciano Pereira, o jovem havia alugado o carro para atuar como motorista de aplicativo. Ainda não está claro se os criminosos efetuaram uma chamada com solicitação de corrida.

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