"Meu pai estava desarmado, tentou escapar, mas não conseguiu", lamenta filha de homem assassinado em Caxias - Polícia - Pioneiro

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Luto13/01/2020 | 17h54

"Meu pai estava desarmado, tentou escapar, mas não conseguiu", lamenta filha de homem assassinado em Caxias

Altemir Wiater, 50 anos, morreu no último sábado

"Meu pai estava desarmado, tentou escapar, mas não conseguiu", lamenta filha de homem assassinado em Caxias Arquivo pessoal / divulgação/divulgação
Altemir Wiater, 50 anos, morreu no último sábado Foto: Arquivo pessoal / divulgação / divulgação

Segunda vítima de assassinato em Caxias do Sul em 2020, Altemir Wiater, 50 anos, era uma vizinho popular no bairro Serrano. O colorista aposentado continuava a trabalhar com pintura no bairro para dar a melhor vida possível para a família, como lembra uma das filhas, Thaís, de 25 anos. Wiater foi morto no sábado (11) e foi velado e sepultado no domingo (12) em Alpestre, sua cidade natal, município que fica na região do Alto Uruguai.

— Era um homem muito bom, que adorava ajudar as pessoas e fazia de tudo para família. Era muito honesto, nunca deixava uma dívida. Me ensinou a sempre deixar tudo em dia. Antes de morrer, me pediu para que nunca abandone a minha empresa e que eu cuide da minha mãe e das minhas irmãs — conta Thaís.

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Ao contrário das primeiras informações divulgadas pela polícia, a filha mais velha de Wiater nega que o crime tenha ocorrido após uma briga de bar.

— Meu pai estava jogando bocha na Avenida Santo Ântonio, até que a minha mãe ligou e pediu para ele passar no mercado. Quando estava voltando para casa com as compras, esse homem que o matou provocou meu pai. Ele chegou em casa nervoso e não conseguiu se conter, acabou saindo de novo — relata a filha.

O aposentado, então, segundo a filha, teria ido até a casa do vizinho e encontrado o pai do seu desafeto na frente da residência. Eles discutiram neste momento. Familiares de Wiater o teriam convencido a voltar para casa. O suspeito de 33 anos teria surgido armado e provocado o aposentado novamente. O homem atirou três vezes, sendo que o último tiro atingiu o peito de Wiater.

A família da vítima também nega que Wiater tenha esfaqueado o autor dos tiros, como também foi divulgado inicialmente pela polícia. Eles afirmam que o suspeito deve ter sido esfaqueado no local onde se escondeu após o homicídio.

— Meu pai estava desarmado. Ele escapou de dois tiros se escondendo, mas do terceiro não conseguiu escapar — lamenta Thaís.

Ficha policial e problemas com a vizinhança


O investigado não teve o nome confirmado pela polícia em razão da nova legislação sobre abuso de autoridade. Thaís afirma que o suspeito é conhecido por praticar furtos e confusão no bairro Serrano. A Polícia Civil confirma que o preso possui antecedentes por ameaça, porte ilegal de arma e perturbação da tranquilidade. Sua última entrada no sistema penitenciário foi em 1º dezembro do ano passado, quando não completou 24 horas recolhido.

Após atirar em Wiater, o suspeito fugiu correndo. Ele foi preso em flagrante pela Brigada Militar (BM) próximo do crime e em uma localidade conhecida como Vila Sapo, segundo moradores.

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